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terça-feira, 21 de julho de 2015
OS SIMPSONS E AS 10 PREVISÕES
VEJA AS 10 PREVISOES MOSTRADAS NOS DESENHOS DO SERIADO OS SIMPSONS NESTES 26 ANOS DA SERIE QUE RETRATAM A NOSSA REALIDADE DIARIA E TIRE SUAS CONCLUSÕES
OS SIMPSONS MENSAGEM SINISTRA
DESENHO DOS SIMPSONS MOSTROU A QUEDA DO ZEPPELIM1935
TORRES GEMEAS 2001 DESENHO DE 1993
JOGO RPG ILLUMINATIS AS CARTAS O JOGO CONTINUA
COMO O JOGO DE CARTAS ILLUMINATIS PODE PREVER O FUTURO DESDE 1994?
O jogo Illuminati é um jogo de cartas independente feito por Steve Jackson Games ( SJG ) . Ele foi impresso em 1994. O jogo parece normal no primeiro olhar , mas logo que você verifiqua as cartas, você começa a perceber que o que aconteceu nos cartas se tornou realidade. Os ataques das torres gemeas , Barack Obama, Tsunami , Derrame de Petróleo , Indústria musical e muito mais nas cartas do jogo. As cartas foram todas distribuídas em 1994, o que amedronta as pessoas é que as outras cartas podem se tornar realidade , como a Doença de comer a carne , a Terceira Guerra Mundial emergente, Fim do Mundo e muito mais. As previsões das cartas seria apenas coincidência ou seria um aviso para todos? Uma coisa que é certa, o jogo de cartas é assustador como o inferno!
Aqui estão algumas das cartas :

Os Tsunames que ocorreram no Japão e que afetaram em cheio a usina nuclear de Fukushima.
O suposto atentado ao Pentágono!
EPISODIO OS SIMPSONS 1993
O cara no carta ''Blacklash card'' parece Obama, certo? A bomba nuclear terrorista parece 9/11 e que derramamento de óleo nos lembra do que aconteceu na costa da Louisiana não há muito tempo . E também o Pentágono ! Que tipo de bruxaria é essa? O jogo parece divertido , mas também um pouco assustador . E como alguém poderia usar estes cartões para prever o futuro?
O jogo Illuminati é um jogo de cartas independente feito por Steve Jackson Games ( SJG ) . Ele foi impresso em 1994. O jogo parece normal no primeiro olhar , mas logo que você verifiqua as cartas, você começa a perceber que o que aconteceu nos cartas se tornou realidade. Os ataques das torres gemeas , Barack Obama, Tsunami , Derrame de Petróleo , Indústria musical e muito mais nas cartas do jogo. As cartas foram todas distribuídas em 1994, o que amedronta as pessoas é que as outras cartas podem se tornar realidade , como a Doença de comer a carne , a Terceira Guerra Mundial emergente, Fim do Mundo e muito mais. As previsões das cartas seria apenas coincidência ou seria um aviso para todos? Uma coisa que é certa, o jogo de cartas é assustador como o inferno!
Aqui estão algumas das cartas :

Os Tsunames que ocorreram no Japão e que afetaram em cheio a usina nuclear de Fukushima.
O suposto atentado ao Pentágono!
EPISODIO OS SIMPSONS 1993
O cara no carta ''Blacklash card'' parece Obama, certo? A bomba nuclear terrorista parece 9/11 e que derramamento de óleo nos lembra do que aconteceu na costa da Louisiana não há muito tempo . E também o Pentágono ! Que tipo de bruxaria é essa? O jogo parece divertido , mas também um pouco assustador . E como alguém poderia usar estes cartões para prever o futuro?
sábado, 18 de julho de 2015
CHINA A PENA DE MORTE O LADO OCULTO
ASSISTA ESTE DOCUMENTARIO LEGENDADO E VEJA O PORQUE A CHINA
USA A EXECUÇÃO COM PENA DE MORTE DESDE UMA ROUBO DE GALINHA ATE UM POLITICO
CORRUPTO DO SEU AUTO ESCALÃO PARA SEU COMERCIO DE ORGÃOS CLANDESTINO É MUITA SUJEIRA O MUNDO DESGRAÇADO
USA A EXECUÇÃO COM PENA DE MORTE DESDE UMA ROUBO DE GALINHA ATE UM POLITICO
CORRUPTO DO SEU AUTO ESCALÃO PARA SEU COMERCIO DE ORGÃOS CLANDESTINO É MUITA SUJEIRA O MUNDO DESGRAÇADO
terça-feira, 14 de julho de 2015
Tráfico de Órgãos Dublado
filme completo Tráfico de Órgãos Dublado - YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=6luC-_o3zxg
https://www.youtube.com/watch?v=6luC-_o3zxg
segunda-feira, 13 de julho de 2015
TRAFICO DE ORGÃOS E A MAFIA MEDICA
NOTA DE MARLUES
NO RANQUE MUNDIAL NUMERO 1 TRAFICO DE ARMAS 2 TRAFICO DE DROGAS 3 TRAFICO DE ORGÃOS
ACABEI DE ASSISTIR ESTE FILME ESTARECEDOR ONDE MOSTRA PASSO Á PASSO COMO SÃO FEITOS OS TLANSPLANTES DE ORGÃOS E ME DEPAREI COM ESTA INSTITUIÇÃO CHAMADA [ MSF ] MEDICOS SEM FRONTEIRA QUE JA CONHECIA PELOS CANAIS A CABO DA SKY ASSISTA O FILME DEPOIS ANALISE COM O QUE É MOSTRADO NA MATERIA ABAIXO
filme completo Tráfico de Órgãos Dublado - YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=6luC-_o3zxg
Os Médicos, a Máfia Branca e o Tráfico de órgãos
Médicos são condenados por tráfico de órgãos em Minas Gerais
A Justiça mineira condenou quatro médicos por tráfico ilegal de órgãos e tecidos humanos. O juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, afirmou que os acusados cometeram ao menos um homicídio para a retirada de rins, fígado e córneas. Ele também constatou que houve outras mortes suspeitas relacionadas ao grupo.
Médica é presa acusada de cometer eutanásia
A Chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virginia Soares de Souza, foi detida provisoriamente por 30 dias nesta terça-feira. Ela é suspeita de cometer eutanásia, antecipando a morte de pacientes em estado terminal.
Diante destas duas notícias deixo abaixo uma entrevista esclarecedora e estarrecedora da Drª Ghislaine Lanctot autora do livro "A Máfia Médica".
Leiam, é um relato impressionante, principalmente para aqueles que desconhecem a outra face da medicina atualmente no mundo.
(Burgos Cãogrino)
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Máfia Médica
Entrevista realizada por Laura Jimeno Muñoz
“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complô formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a erronea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
Laura - Porquê essa decepção?
Ghislaine Lanctot - Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
Laura - E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Ghislaine Lanctot - Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
Laura - E quem designa esse comité científico?
Ghislaine Lanctot - Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controle é absoluto.
Laura - E isso foi clarificador para si…?
Ghislaine Lanctot - E muito! Dar-me conta do controle e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros-públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controle sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. E se olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.
Laura - O poder económico?
Ghislaine Lanctot - Exato, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crônicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina atual está concebida para que a gente permaneça doente o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
Laura - Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Ghislaine Lanctot - Efetivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
Laura - Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Ghislaine Lanctot - Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
Laura - E que papel desempenha o médico nessa máfia?
Ghislaine Lanctot - O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
Laura - O sistema, de fato, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
Ghislaine Lanctot - A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
Laura - É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Ghislaine Lanctot - Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
Laura - Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
Ghislaine Lanctot - São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
Laura - E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, midiáticas e econômicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Ghislaine Lanctot - Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
Laura - E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Ghislaine Lanctot - Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MÁFIA MÉDICA
Laura - Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Ghislaine Lanctot - Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
Laura - Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Ghislaine Lanctot - Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às diretrizes da OMS. Não há escapatória. De fato, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
Laura - Em que consiste essa declaração?
Ghislaine Lanctot - Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
Laura - Uma ação que não se questiona
Ghislaine Lanctot - Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder econômico!
Laura - Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controle?
Ghislaine Lanctot - Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas atividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
Laura - Uma máfia sumamente poderosa!
Ghislaine Lanctot - Onipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
Laura - O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Ghislaine Lanctot - Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a AIDS é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
Laura - Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém. Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Ghislaine Lanctot - Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
Laura - A quais se refere?
Ghislaine Lanctot - Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
Laura - E até que ponto podem ser também perigosas?
Ghislaine Lanctot - As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
Laura - Agradeceria que mencionasse algumas
Ghislaine Lanctot - Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “AIDS silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios seletivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no patrimônio genético hereditário de quem se queira.
Laura - Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a AIDS não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Ghislaine Lanctot - Eu afirmo que a teoria de que o único causador da AIDS é o HIV o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o HIV não implica necessariamente desenvolver AIDS. Porque a AIDS não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do HIV em 1983, ter reconhecido já em 1990, que o HIV não é suficiente por si só para causar a AIDS. Outra evidência é o fato de que há numerosos casos de AIDS, sem vírus HIV e numerosos casos de vírus HIV, sem AIDS (soropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus HIV cause a AIDS, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o HIV é um retrovirus inofensivo que só se ativa quando o sistema imunitário está debilitado.
Laura - Você afirma no seu livro que o HIV foi criado artificialmente num laboratório.
Ghislaine Lanctot - Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o HIV foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
Laura - Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a AIDS
Ghislaine Lanctot - Já no Congresso sobre AIDS celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o HIV, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à AIDS… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a AIDS. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
Laura - Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
Ghislaine Lanctot - O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anômala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
Laura - E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Ghislaine Lanctot - Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
Laura - No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Ghislaine Lanctot - Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
Laura - Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Ghislaine Lanctot - Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de cartas quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
Laura - E em que ponto crê que estamos?
Ghislaine Lanctot - Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
Laura - E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
Ghislaine Lanctot - O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
Laura - E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria
Ghislaine Lanctot - Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Fonte: Sul21, CP, jodoas.wordpress
Imagens: Google (colocadas por este blog
NO RANQUE MUNDIAL NUMERO 1 TRAFICO DE ARMAS 2 TRAFICO DE DROGAS 3 TRAFICO DE ORGÃOS
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Os Médicos, a Máfia Branca e o Tráfico de órgãos
Médicos são condenados por tráfico de órgãos em Minas Gerais
A Justiça mineira condenou quatro médicos por tráfico ilegal de órgãos e tecidos humanos. O juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, afirmou que os acusados cometeram ao menos um homicídio para a retirada de rins, fígado e córneas. Ele também constatou que houve outras mortes suspeitas relacionadas ao grupo.
Médica é presa acusada de cometer eutanásia
A Chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virginia Soares de Souza, foi detida provisoriamente por 30 dias nesta terça-feira. Ela é suspeita de cometer eutanásia, antecipando a morte de pacientes em estado terminal.
Diante destas duas notícias deixo abaixo uma entrevista esclarecedora e estarrecedora da Drª Ghislaine Lanctot autora do livro "A Máfia Médica".
Leiam, é um relato impressionante, principalmente para aqueles que desconhecem a outra face da medicina atualmente no mundo.
(Burgos Cãogrino)
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Máfia Médica
Entrevista realizada por Laura Jimeno Muñoz
“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complô formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a erronea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
Laura - Porquê essa decepção?
Ghislaine Lanctot - Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
Laura - E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Ghislaine Lanctot - Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
Laura - E quem designa esse comité científico?
Ghislaine Lanctot - Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controle é absoluto.
Laura - E isso foi clarificador para si…?
Ghislaine Lanctot - E muito! Dar-me conta do controle e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros-públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controle sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. E se olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.
Laura - O poder económico?
Ghislaine Lanctot - Exato, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crônicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina atual está concebida para que a gente permaneça doente o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
Laura - Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Ghislaine Lanctot - Efetivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
Laura - Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Ghislaine Lanctot - Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
Laura - E que papel desempenha o médico nessa máfia?
Ghislaine Lanctot - O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
Laura - O sistema, de fato, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
Ghislaine Lanctot - A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
Laura - É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Ghislaine Lanctot - Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
Laura - Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
Ghislaine Lanctot - São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
Laura - E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, midiáticas e econômicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Ghislaine Lanctot - Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
Laura - E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Ghislaine Lanctot - Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MÁFIA MÉDICA
Laura - Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Ghislaine Lanctot - Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
Laura - Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Ghislaine Lanctot - Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às diretrizes da OMS. Não há escapatória. De fato, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
Laura - Em que consiste essa declaração?
Ghislaine Lanctot - Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
Laura - Uma ação que não se questiona
Ghislaine Lanctot - Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder econômico!
Laura - Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controle?
Ghislaine Lanctot - Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas atividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
Laura - Uma máfia sumamente poderosa!
Ghislaine Lanctot - Onipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
Laura - O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Ghislaine Lanctot - Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a AIDS é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
Laura - Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém. Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.
Ghislaine Lanctot - Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
Laura - A quais se refere?
Ghislaine Lanctot - Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
Laura - E até que ponto podem ser também perigosas?
Ghislaine Lanctot - As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
Laura - Agradeceria que mencionasse algumas
Ghislaine Lanctot - Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “AIDS silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios seletivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no patrimônio genético hereditário de quem se queira.
Laura - Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a AIDS não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Ghislaine Lanctot - Eu afirmo que a teoria de que o único causador da AIDS é o HIV o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o HIV não implica necessariamente desenvolver AIDS. Porque a AIDS não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do HIV em 1983, ter reconhecido já em 1990, que o HIV não é suficiente por si só para causar a AIDS. Outra evidência é o fato de que há numerosos casos de AIDS, sem vírus HIV e numerosos casos de vírus HIV, sem AIDS (soropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus HIV cause a AIDS, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o HIV é um retrovirus inofensivo que só se ativa quando o sistema imunitário está debilitado.
Laura - Você afirma no seu livro que o HIV foi criado artificialmente num laboratório.
Ghislaine Lanctot - Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o HIV foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
Laura - Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a AIDS
Ghislaine Lanctot - Já no Congresso sobre AIDS celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o HIV, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à AIDS… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a AIDS. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
Laura - Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
Ghislaine Lanctot - O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anômala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
Laura - E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Ghislaine Lanctot - Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
Laura - No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Ghislaine Lanctot - Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
Laura - Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Ghislaine Lanctot - Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de cartas quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
Laura - E em que ponto crê que estamos?
Ghislaine Lanctot - Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
Laura - E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
Ghislaine Lanctot - O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
Laura - E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria
Ghislaine Lanctot - Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Fonte: Sul21, CP, jodoas.wordpress
Imagens: Google (colocadas por este blog
sábado, 11 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
BENNY HINN O LADO OCULTO
É ASSUSTADOR POREM NÃO É DE SE ESPANTAR VINDO DESTES CARAS
A alguns meses atrás já fizemos uma postagem sobre este Lide
Religioso chamado Benny Hinn, mas dessa vez é um pouco mais interessante,todos
nos sabemos que em fevereiro deste ano Benny hinn esteve no Brasil,na igreja do
Bispo Agenor Duque.Eu posso falar sobre isso porque eu estava lá,e que saber
como foi???Foi nojento,Benny Hinn Chegou em uma Limosine com um terno Branco e
cheio de seguranças,,claro tudo isso ele conseguiu graças ao seu dinheiro
dizimista e ofertante,ele derrubou muita gente na suposta unção.E pregou uma
palavra sem pé nem cabeça,,vendeu muitos livros e enganou muita gente,,eu tenho
alguns livros dele e aconselho você a não comprar la só fala mentiras.
Cuidado com Benny ele disse que volta ao Brasil em
setembro,,axuuu que vou esta la novamente só para estuda-lo e novamente fazer
aqui algumas postagens sobre ele,dizendo nada mais nada menos que a verdade
1) Benny Hinn declarou que Jesus “… assumiu a natureza de
Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem
participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no trabalho
crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p. 166).
2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as
mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por
causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem,
p. 373).
3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E
afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p. 119).
4) Afirmou que o homem, em princípio, voava da mesma
forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria
vontade: “Adão era um superser (…) costumava voar. Naturalmente, como poderia
ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.
128).
5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas
mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui
de seus ossos (idem, p. 373).
6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.
56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o
Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por
favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”.
7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove
pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um,
espírito, alma e corpo (Cristianismo em Crise, p. 375).
8 ) Defendendo a teologia da prosperidade, a qual
ensina que a pobreza é uma maldição, afirmou que Jó era carnal e mau (idem, p.
103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo:
“Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele,
homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal”, Jó 1.8.
9) Defensor da falaciosa confissão positiva, declarou:
“Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade…’
Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”.
(idem, p. 295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado
tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).
terça-feira, 23 de junho de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
LEITELHO O LADO OCULTO DO LEITE
LEITELHO JA OUVIU FALAR SABES O QUE É ???
Leitelho, antes desprezado, hoje tem mérito reconhecido
Leite naturalmente desnatado e com traços microscópicos de manteiga contribui para um sabor rico e pungente nas receitas
Verdadeiro leitelho é o que sobra da nata pesada depois que ela foi batida para quebrar sua emulsificação natural
Foto: Stacey Cramp / NYTNS
Old Orchard Beach, Maine, Estados Unidos – A primeira vez que a Food and Drug Administration (órgão do governo americano responsável pelo controle de alimentos e remédios) enviou um inspetor para checar a produção de laticínios na Kate's Homemade Butter, as coisas não deram muito certo.
"O cara nem desceu do carro", conta Daniel Patry, o bem-humorado fundador da empresa. "Ele se recusou a acreditar que era uma fábrica de verdade."
Patry, que havia trabalhado por décadas em fábricas de laticínios comerciais, começou a produzir manteiga aqui em 1981, em sua garagem num bairro residencial. Ele não tinha vacas e tinha muito pouco capital, mas tinha um objetivo elevado: reproduzir a manteiga fresca, feita de nata de alta qualidade, a qual se lembra de comer enquanto crescia numa fazenda leiteira perto de Minot, no estado do Maine.
Hoje, a Kate's produz mais de 450 toneladas de manteiga por ano, todas na mesma pequena garagem. E, no ano passado, tornou-se a primeira engarrafadora em larga escala de um laticínio que quase desapareceu das mesas americanas: buttermilk (chamado em português de leitelho), o líquido cremoso que fica na batedeira depois que a manteiga se aglomera.
"As pessoas não têm ideia de quanto esse negócio é bom, mas logo, logo vão descobrir", diz Patry, 62 anos, que é talvez o nativo mais otimista e falante da história do Maine.
Muitos cozinheiros mantêm em suas casas o leitelho à mão para fazer panquecas, molho caseiro ou pão de milho. Eles podem saber que ele proporciona bolos mais macios (porque amacia o glúten na farinha), biscoitos mais fofos (pois seus ácidos aumentam o poder de fermentos químicos) e molhos mais grossos (o ácido lático no leitelho gentilmente coalha as proteínas numa massa molinha).
Mas o que poucos cozinheiros sabem é que o leitelho comercial à venda nos Estados Unidos, na verdade, não é leitelho. Ele é feito de leite magro ou desnatado, que normalmente, por sua vez, é resíduo da produção de queijo e de manteiga. Esse leite é inoculado com culturas para acidificá-lo, e engrossado com aditivos como goma de alfarroba e goma carragena. O resultado é um fac-símile achatado do leitelho real, como na relação entre uma canção e o toque de celular que fazem dela.
"Não tem nada de errado com isso, mas eu não ia querer tomar", diz Diane St. Clair, produtora de laticínios em Vermont que, como muito de seus pares, prefere o sabor ácido, leve e, ainda assim, rico do leitelho genuíno.
Foi exatamente esse leitelho que saiu do fundo da batedeira de Patry às quinze para as sete da manhã, recentemente. O leitelho de verdade é aquilo que sobra da nata pesada depois que ela foi batida (aqui, cerca de quatrocentos e cinquenta quilos de uma vez só, descendo ao longo de uma batedeira de manteiga de quatro metros de altura, com grandes batidas e pancadas) para quebrar a sua emulsificação natural.
Nesse processo, os glóbulos de gordura são quebrados para soltar a gordura amarela da manteiga, que vai se aglomerando. O líquido que resta é o leitelho: leite naturalmente desnatado, com traços microscópicos de manteiga que deixam um sabor rico e pungente e um toque cremoso na boca. O leitelho real contém diacetil natural, o mesmo composto que torna a manteiga derretida tão aromática e infunde alguns vinhos chardonnay de toques amanteigados.
"O meu leitelho tem pedaços de manteiga boiando, o que provavelmente não deveria acontecer", diz St. Clair, que tem um rebanho de oito vacas Jersey em sua fazenda (curiosamente chamada Animal Farm – título original do livro "A Revolução dos Bichos" –, localizada na cidadezinha de Orwell, homônima do autor, em Vermont), e faz manteiga e leitelho para os restaurantes do chef Thomas Keller. "Mas com certeza ele fica gostoso desse jeito."
Ela, Patry e alguns outros produtores dedicados de laticínios aqui e no Sul acabam de começar a levar o leitelho à moda antiga para sacolões e hortifrútis, à medida que os equipamentos de engarrafamento começam a ficar menos caros.
Seus esforços se ligam facilmente a várias tendências culinárias: o trabalho com produtos agropecuários tradicionais e a incorporação de resíduos antes rejeitados e partes diferentes de ingredientes nobres. O leitelho consegue até representar tanto o sul dos Estados Unidos quanto a Escandinávia, duas das maiores influências gastronômicas de hoje.
Em toda parte, chefs ambiciosos de repente estão mergulhando no leitelho. Só em Nova York, Roberto Mirarchi está banhando batatas doces com leitelho azedinho no Blanca; Wylie Dufresne, do WD-50, recobre pães doces com leitelho aromatizado com capuchinhas; e a jovem estrela Matthew Lightner o coa até engrossar, e usa para preencher cascas de girassol batateiro fritas crocantes no Atera.
No restaurante Earth, em Kennebunkport, no Maine, o chef Ken Oringer acrescenta uma gota de leitelho azedinho e gelado a cada ostra na concha, contribuindo para a acidez normal do limão com a riqueza do leite. E em todo o sul dos Estados Unidos, chefs de alta patente como Linton Hopkins do Eugene, em Atlanta, e Josh Feathers do Blackberry Farm, perto de Knoxville, no Tennessee, estão percebendo novas formas de usar o leitelho, um ingrediente distintivo da tradição culinária sulista.
"Minha família toda se lava nele", conta Colleen Cruze, 25 anos, a herdeira de pele cremosa da Cruze Dairy Farm, perto de Knoxville. Seu pai, Earl, 69 anos, vem espalhando o evangelho do leitelho de verdade pelo Sul há décadas. A fazenda, hoje, produz cerca de quinze mil litros por semana.
Cruze se formou na Universidade do Tennessee em ciência agronômica e serve de embaixadora do leitelho na família, vendendo biscoitos dourados de leitelho, sorvetes de leitelho com sabores como cardamomo e lima ou caramelo salgado, e leitelhos com sabor de figo e morango na feira de fazendeiros Market Square em Knoxville, todos os sábados.
Na feira, ela é incansável em persuadir fregueses a tomar doses de leitelho puro, uma tradição rural difícil de vender àqueles acostumados apenas com a versão azeda e com gosto de papelão do supermercado.
"As pessoas têm muito medo", diz ela. "Tenho de lembrá-las que é como iogurte."
É uma virada curiosa, pois o leitelho era um produto fundamental na dieta americana bem antes de o iogurte se tornar popular, nos anos 1970.
Debbie Moose, historiadora da comida da Carolina do Norte, lembra-se de quando o leitelho era tão predominante no Sul que sua mãe chamava a versão normal de "leite doce", para diferenciar as duas.
"É o ácido lático que dá ao leitelho o azedinho, e os sulistas realmente apreciam isso", diz Moose, autora de "Buttermilk: A Savor the South Cookbook" ("Leitelho: sabor nas receitas sulistas"), publicado em setembro pela editora da Universidade da Carolina do Norte. Leitelho misturado com migalhas de pão de milho era uma ceia clássica no Sul rural, e a combinação é algo bem próximo à perfeição: doce, azedinha, terrosa, rica e fresca.
Muitos fatores além do ácido lático (incluindo a temperatura, o frescor e o conteúdo de gorduras) se combinam para produzir o vivo sabor do verdadeiro leitelho. Fazendeiros modernos como Cruze acrescentam culturas específicas ao leitelho recém-extraído, em vez de se arriscar com as espontâneas.
Como todas as comidas culturadas, o leitelho pode azedar em vez de fermentar, caso as condições não sejam as ideais. Só recentemente, diz Cruze, seu pai lhe permitiu, às vezes, executar a importante etapa de despejar as culturas no tanque. Quando ele o faz, diz logo antes uma oração.
"Ele costumava trancar o celeiro quando tinha muitas mulheres trabalhando na fazenda", conta ela. "Dizia que, se elas estivessem menstruadas, a cultura não ia pegar." (Essa superstição já foi invocada para a produção de maionese na França, e de pão no Leste Europeu).
Na Kate's Homemade Butter, hoje, só trabalham homens. (Kate, uma prima ruiva cuja foto ainda bebê é parte do logo da empresa, engatinhava quando os Patry começaram a fazer manteiga; hoje ela tem 34 anos). O filho mais novo de Patry, Lucas, 30 anos, faz a cultura: ele também faz pesquisas, buscando em manuais de produção de laticínios de antes da Segunda Guerra Mundial fórmulas que já desapareceram.
Lucas compartilha silenciosamente o entusiasmo e a paciência do pai nessa arte. E, toda quarta-feira à noite, enquanto o leitelho da semana repousa num tanque de aço inoxidável, os dois trabalham a noite inteira, desmontando as máquinas de fabricação de manteiga, levando grandes carrinhos e o maquinário complexo para o quintal, e então reconstruindo toda a linha de montagem para o engarrafamento. (Pelo jeito, os Patry têm vizinhos bastante pacientes).
E Patry e seu pai compartilham a missão de trazer o leitelho, talvez na forma de um smoothie, de volta às massas.
"Vamos começar a escrever 'probiótico' na nossa embalagem", diz ele, referindo-se às culturas de bactérias que já se demonstrou ajudarem a promover a saúde intestinal. "Se funcionou para o iogurte, deve funcionar para nós."
Leitelho, antes desprezado, hoje tem mérito reconhecido
Leite naturalmente desnatado e com traços microscópicos de manteiga contribui para um sabor rico e pungente nas receitas
Verdadeiro leitelho é o que sobra da nata pesada depois que ela foi batida para quebrar sua emulsificação natural
Foto: Stacey Cramp / NYTNS
Old Orchard Beach, Maine, Estados Unidos – A primeira vez que a Food and Drug Administration (órgão do governo americano responsável pelo controle de alimentos e remédios) enviou um inspetor para checar a produção de laticínios na Kate's Homemade Butter, as coisas não deram muito certo.
"O cara nem desceu do carro", conta Daniel Patry, o bem-humorado fundador da empresa. "Ele se recusou a acreditar que era uma fábrica de verdade."
Patry, que havia trabalhado por décadas em fábricas de laticínios comerciais, começou a produzir manteiga aqui em 1981, em sua garagem num bairro residencial. Ele não tinha vacas e tinha muito pouco capital, mas tinha um objetivo elevado: reproduzir a manteiga fresca, feita de nata de alta qualidade, a qual se lembra de comer enquanto crescia numa fazenda leiteira perto de Minot, no estado do Maine.
Hoje, a Kate's produz mais de 450 toneladas de manteiga por ano, todas na mesma pequena garagem. E, no ano passado, tornou-se a primeira engarrafadora em larga escala de um laticínio que quase desapareceu das mesas americanas: buttermilk (chamado em português de leitelho), o líquido cremoso que fica na batedeira depois que a manteiga se aglomera.
"As pessoas não têm ideia de quanto esse negócio é bom, mas logo, logo vão descobrir", diz Patry, 62 anos, que é talvez o nativo mais otimista e falante da história do Maine.
Muitos cozinheiros mantêm em suas casas o leitelho à mão para fazer panquecas, molho caseiro ou pão de milho. Eles podem saber que ele proporciona bolos mais macios (porque amacia o glúten na farinha), biscoitos mais fofos (pois seus ácidos aumentam o poder de fermentos químicos) e molhos mais grossos (o ácido lático no leitelho gentilmente coalha as proteínas numa massa molinha).
Mas o que poucos cozinheiros sabem é que o leitelho comercial à venda nos Estados Unidos, na verdade, não é leitelho. Ele é feito de leite magro ou desnatado, que normalmente, por sua vez, é resíduo da produção de queijo e de manteiga. Esse leite é inoculado com culturas para acidificá-lo, e engrossado com aditivos como goma de alfarroba e goma carragena. O resultado é um fac-símile achatado do leitelho real, como na relação entre uma canção e o toque de celular que fazem dela.
"Não tem nada de errado com isso, mas eu não ia querer tomar", diz Diane St. Clair, produtora de laticínios em Vermont que, como muito de seus pares, prefere o sabor ácido, leve e, ainda assim, rico do leitelho genuíno.
Foi exatamente esse leitelho que saiu do fundo da batedeira de Patry às quinze para as sete da manhã, recentemente. O leitelho de verdade é aquilo que sobra da nata pesada depois que ela foi batida (aqui, cerca de quatrocentos e cinquenta quilos de uma vez só, descendo ao longo de uma batedeira de manteiga de quatro metros de altura, com grandes batidas e pancadas) para quebrar a sua emulsificação natural.
Nesse processo, os glóbulos de gordura são quebrados para soltar a gordura amarela da manteiga, que vai se aglomerando. O líquido que resta é o leitelho: leite naturalmente desnatado, com traços microscópicos de manteiga que deixam um sabor rico e pungente e um toque cremoso na boca. O leitelho real contém diacetil natural, o mesmo composto que torna a manteiga derretida tão aromática e infunde alguns vinhos chardonnay de toques amanteigados.
"O meu leitelho tem pedaços de manteiga boiando, o que provavelmente não deveria acontecer", diz St. Clair, que tem um rebanho de oito vacas Jersey em sua fazenda (curiosamente chamada Animal Farm – título original do livro "A Revolução dos Bichos" –, localizada na cidadezinha de Orwell, homônima do autor, em Vermont), e faz manteiga e leitelho para os restaurantes do chef Thomas Keller. "Mas com certeza ele fica gostoso desse jeito."
Ela, Patry e alguns outros produtores dedicados de laticínios aqui e no Sul acabam de começar a levar o leitelho à moda antiga para sacolões e hortifrútis, à medida que os equipamentos de engarrafamento começam a ficar menos caros.
Seus esforços se ligam facilmente a várias tendências culinárias: o trabalho com produtos agropecuários tradicionais e a incorporação de resíduos antes rejeitados e partes diferentes de ingredientes nobres. O leitelho consegue até representar tanto o sul dos Estados Unidos quanto a Escandinávia, duas das maiores influências gastronômicas de hoje.
Em toda parte, chefs ambiciosos de repente estão mergulhando no leitelho. Só em Nova York, Roberto Mirarchi está banhando batatas doces com leitelho azedinho no Blanca; Wylie Dufresne, do WD-50, recobre pães doces com leitelho aromatizado com capuchinhas; e a jovem estrela Matthew Lightner o coa até engrossar, e usa para preencher cascas de girassol batateiro fritas crocantes no Atera.
No restaurante Earth, em Kennebunkport, no Maine, o chef Ken Oringer acrescenta uma gota de leitelho azedinho e gelado a cada ostra na concha, contribuindo para a acidez normal do limão com a riqueza do leite. E em todo o sul dos Estados Unidos, chefs de alta patente como Linton Hopkins do Eugene, em Atlanta, e Josh Feathers do Blackberry Farm, perto de Knoxville, no Tennessee, estão percebendo novas formas de usar o leitelho, um ingrediente distintivo da tradição culinária sulista.
"Minha família toda se lava nele", conta Colleen Cruze, 25 anos, a herdeira de pele cremosa da Cruze Dairy Farm, perto de Knoxville. Seu pai, Earl, 69 anos, vem espalhando o evangelho do leitelho de verdade pelo Sul há décadas. A fazenda, hoje, produz cerca de quinze mil litros por semana.
Cruze se formou na Universidade do Tennessee em ciência agronômica e serve de embaixadora do leitelho na família, vendendo biscoitos dourados de leitelho, sorvetes de leitelho com sabores como cardamomo e lima ou caramelo salgado, e leitelhos com sabor de figo e morango na feira de fazendeiros Market Square em Knoxville, todos os sábados.
Na feira, ela é incansável em persuadir fregueses a tomar doses de leitelho puro, uma tradição rural difícil de vender àqueles acostumados apenas com a versão azeda e com gosto de papelão do supermercado.
"As pessoas têm muito medo", diz ela. "Tenho de lembrá-las que é como iogurte."
É uma virada curiosa, pois o leitelho era um produto fundamental na dieta americana bem antes de o iogurte se tornar popular, nos anos 1970.
Debbie Moose, historiadora da comida da Carolina do Norte, lembra-se de quando o leitelho era tão predominante no Sul que sua mãe chamava a versão normal de "leite doce", para diferenciar as duas.
"É o ácido lático que dá ao leitelho o azedinho, e os sulistas realmente apreciam isso", diz Moose, autora de "Buttermilk: A Savor the South Cookbook" ("Leitelho: sabor nas receitas sulistas"), publicado em setembro pela editora da Universidade da Carolina do Norte. Leitelho misturado com migalhas de pão de milho era uma ceia clássica no Sul rural, e a combinação é algo bem próximo à perfeição: doce, azedinha, terrosa, rica e fresca.
Muitos fatores além do ácido lático (incluindo a temperatura, o frescor e o conteúdo de gorduras) se combinam para produzir o vivo sabor do verdadeiro leitelho. Fazendeiros modernos como Cruze acrescentam culturas específicas ao leitelho recém-extraído, em vez de se arriscar com as espontâneas.
Como todas as comidas culturadas, o leitelho pode azedar em vez de fermentar, caso as condições não sejam as ideais. Só recentemente, diz Cruze, seu pai lhe permitiu, às vezes, executar a importante etapa de despejar as culturas no tanque. Quando ele o faz, diz logo antes uma oração.
"Ele costumava trancar o celeiro quando tinha muitas mulheres trabalhando na fazenda", conta ela. "Dizia que, se elas estivessem menstruadas, a cultura não ia pegar." (Essa superstição já foi invocada para a produção de maionese na França, e de pão no Leste Europeu).
Na Kate's Homemade Butter, hoje, só trabalham homens. (Kate, uma prima ruiva cuja foto ainda bebê é parte do logo da empresa, engatinhava quando os Patry começaram a fazer manteiga; hoje ela tem 34 anos). O filho mais novo de Patry, Lucas, 30 anos, faz a cultura: ele também faz pesquisas, buscando em manuais de produção de laticínios de antes da Segunda Guerra Mundial fórmulas que já desapareceram.
Lucas compartilha silenciosamente o entusiasmo e a paciência do pai nessa arte. E, toda quarta-feira à noite, enquanto o leitelho da semana repousa num tanque de aço inoxidável, os dois trabalham a noite inteira, desmontando as máquinas de fabricação de manteiga, levando grandes carrinhos e o maquinário complexo para o quintal, e então reconstruindo toda a linha de montagem para o engarrafamento. (Pelo jeito, os Patry têm vizinhos bastante pacientes).
E Patry e seu pai compartilham a missão de trazer o leitelho, talvez na forma de um smoothie, de volta às massas.
"Vamos começar a escrever 'probiótico' na nossa embalagem", diz ele, referindo-se às culturas de bactérias que já se demonstrou ajudarem a promover a saúde intestinal. "Se funcionou para o iogurte, deve funcionar para nós."
quarta-feira, 17 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
DEEPWEB RESUMIDAMENTE EXPLICADA
EM 90% DOS CASOS AS PESSOAS VOLTAM A SUPERFICIE
DEEPWEB RESUMIDAMENTE EXPLICADA SIGA O GRAFICO.
EU SOU UM DEEPNAUTA MAS ME APROFUNDO COM CAUTELA POIS LA É COMPLETAMENTE DIFERENTE DAQUI.
DEEPWEB RESUMIDAMENTE EXPLICADA SIGA O GRAFICO.
EU SOU UM DEEPNAUTA MAS ME APROFUNDO COM CAUTELA POIS LA É COMPLETAMENTE DIFERENTE DAQUI.
domingo, 14 de junho de 2015
FRIBOI E O CODEX ALIMENTARIUS
NOTA DE MARLUES
É A MESMA COISA DO PEIXE PANGA PROIBIDO NA ASIA VENDIDO LIVREMENTE NOS MAIORES ATACADISTAS BRASILEIROS É O CODEX ALIMENTARIUS EM AÇÃO
NAO MATA SO A TUA FOME MATA VOCE TAMBEM É A REGRA DO CODEX ALIMENTARIUS.
CODIGO MUNDIAL DE ALIMENTAÇÃO
Por Trás da Midia Mundial - Norte
Por Trás da Mídia Mundial
Por trás da Míídia Mundial
É A MESMA COISA DO PEIXE PANGA PROIBIDO NA ASIA VENDIDO LIVREMENTE NOS MAIORES ATACADISTAS BRASILEIROS É O CODEX ALIMENTARIUS EM AÇÃO
NAO MATA SO A TUA FOME MATA VOCE TAMBEM É A REGRA DO CODEX ALIMENTARIUS.
CODIGO MUNDIAL DE ALIMENTAÇÃO
Por Trás da Midia Mundial - Norte
Por Trás da Mídia Mundial
Por trás da Míídia Mundial
CICADA 3301 MAIS UMA SILADA DA MAÇONARIA
CICADA 3301 MAIS UMA SILADA DA MAÇONARIA
Cicada 3301, o maior mistério da internet
Fernando Sacchetto / 22 de janeiro de 2014
ATUALIZADO 27/02/2014! Há informações novas sobre o “puzzle” de 2014 no final do post.
Bom dia crianças! Sentem-se aqui que o titio vai contar uma história.
Era uma vez, há muito tempo atrás (2 anos e 18 dias para ser mais exato), um reino encantado chamado Internet. Nesse reino, havia vilas e castelos onde a paz reinava, lugares seguros para crianças e ambientes de trabalho, mas a maior parte dele era tomada por uma floresta densa e sombria chamada Deep Web, na qual somente os guerreiros mais bravos (ou idiotas), bem como os vilões mais terríveis, se aventuravam.
Bem na beirada desta floresta (mas ainda acessível pelas estradas mágicas de Google) havia um local obscuro chamado 4chan, um covil cheio de escória e vilania, onde os elementos sombrios da Internet se reuniam para trocar imagens de coisas saudáveis como pornografia infantil, zoofilia e Meu Pequeno Pônei (NÃO clique aqui, sério mesmo), mas onde também podiam ser encontrados muitos dos maiores hackers do reino – o Anonymous nasceu lá, aliás. Pois foi justamente no canto mais bizarro dessa fortaleza, o infame fórum conhecido apenas por /b/, que surgiu, sem mais nem menos, a seguinte imagem:
“Olá. Estamos procurando indivíduos altamente inteligentes. Para encontrá-los, nós criamos um teste.
Há uma mensagem oculta dentro desta imagem.
Encontre-a, e ela colocará você no caminho para nos encontrar. Estamos ansiosos para conhecer os poucos que conseguirão chegar ao final.
Boa sorte.
3301″
Claro, isso deixou os sábios (ou seja, nerds) do reino todos ouriçados, e aqueles que dominavam os rituais místicos de criptografia e afins entraram com tudo nessa aventura. Para procurar que segredos o arquivo de imagem escondia, abriram o texto correspondente ao código dele (por exemplo, no Bloco de Notas), e no final havia a seguinte mensagem:
TIBERIVS CLAVDIVS CAESAR says “lxxt>33m2mqkyv2gsq3q=w]O2ntk”
Quem manjava de criptografia lembrou-se que um dos métodos mais clássicos, no sentido de antigo mesmo, de codificar mensagens era a Cifra de César, assim chamada porque Júlio César a usava para passar informações confidenciais. Consiste em substituir cada letra (ou, nesse caso, caractere) pela que estivesse um determinado número de posições à frente no alfabeto. Por exemplo, se o número em questão for 3, a letra A é substituída por D, B por E, etc., e “inutilidade” vira “lqxwlolgdgh”. Alguém “lembrou” (leia-se: leu na Wikipedia) que Tiberius Claudius foi o 4º imperador de Roma, e teorizou que o número em questão era 4. Se achando foda bagarai por conseguir resolver essa charada, o pessoal aplicou a cifra de César com deslocamento de 4 posições (usando o conjunto extendido de caracteres ao invés do simples alfabeto) e chegou à seguinte imagem:
WOOPS – Somente pistas falsas por aqui. Parece que você não consegue adivinhar como se extrai a mensagem.
Em outras palavras, o pato estava rindo da cara dos trouxas, e ao mesmo tempo dizendo “cara, se você acha que vai passar no meu teste usando uma técnica manjada que qualquer n00b domina com 5 minutos de Google, não perca seu tempo”. Ou seja: Esse não era o tipo de “enigma” meia-boca que você acha numa Superinteressante da vida. O negócio aqui era pra valer, shit just got real, e só quem fosse realmente FODA passaria.
Os monges da ordem dos Nerds Tetudos resolveram então analisar a imagem através da técnica da esteganografia, que consiste em esconder mensagens secretas dentro de uma imagem através de mudanças imperceptíveis a olho nu. Descobriram assim um link no Reddit, com postagens embaralhadas e uma sequência de pontos e linhas, além de um “código de livro”, do tipo 1:20, 2:3, 3:5 etc., do tipo que você aplica a algum texto pré-estabelecido e retira (nesse caso) a 20ª letra da 1ª linha, a 3ª letra da 2ª linha, a 5ª letra da 3ª linha e assim por diante. Após mais uma rodada de especulação e esteganografia em imagens encontradas no Reddit, descobriram que os símbolos estranhos, que eram numerais maias, decodificavam as linhas embaralhadas, chegando a um texto sobre o Rei Artur, em linguagem antiquada. Aplicando a “cifra de livro” a esse material, foi revelada uma mensagem dizendo para ligar em um determinado número de telefone, o qual atendia com uma mensagem gravada dizendo:
Muito bem. Você se saiu bem. Há três números primos associados com a imagem original final.jpg. (nota: a primeira imagem, postada lááá em cima) 3301 é um deles. Você precisa achar os outros dois. Multiplique todos os três números juntos e adicione um .com para achar o próximo passo. Boa sorte. Adeus.
SÉÉÉÉRIO que eu cheguei até aqui pra isso??
Então, percebendo que a largura e altura da imagem (509 e 503, respectivamente) são números primos, multiplicaram os dois junto com 3301 e chegaram a 845145127. No endereço indicado, encontraram a imagem de uma cigarra (Cicada em inglês, o que foi adotado como nome da organização/conspiração/aliens/etc. por trás do enigma), bem como um cronômetro em contagem regressiva. Aplicando esteganografia na cigarra, havia só uma mensagem dizendo que “a paciência é uma virtude” (aliás, frase muito repetida pela Cicada 3301). Ao chegar o momento indicado pelo cronômetro, apareceram uma série de coordenadas, conforme visto nesse backup da página. E é aqui que a coisa começa a ficar assustadora.
As coordenadas levavam a 14 lugares completamente malucos, espalhados pelo globo: Varsóvia, Paris, Seattle, Seul, Arizona, Califórnia, Nova Orleans, Miami, Havaí e Sydney, entre outros. Nos locais indicados, foram achados papéis pregados em postes:
Poste encontrado em Varsóvia, Polônia
Até então, muita gente especulava que “3301” poderia ser simplesmente um nerd granudo, sem mais o que fazer, apesar de bastante dedicado e talentoso, só zoando com a galera. Mas, ao atuar ao mesmo tempo em 14 localidades tão distantes como Polônia, Austrália e Havaí, isso só poderia ser algum tipo de organização poderosa, ou pelo menos algum grupo com diversos membros e certa dose de recursos. Fosse o que fosse, a Cicada 3301 não estava de brincadeira.
Enfim, juntando as informações de TODOS os 14 lugares (o que necessitou de colaboração de gente do mundo todo), chegaram eventualmente em 2 mensagens, cada uma com um código de livro e uma referência obscura dando dica de a qual livro se referiam, bem como um aviso: “Você já compartilhou demais até aqui. Nós queremos os melhores, não os seguidores. Portanto, os poucos primeiros que chegarem receberão o prêmio.”
Os livros em questão eram o Mabinogion, um manuscrito celta da Idade Média, e Agrippa, um poema de William Gibson (autor de Neuromancer e criador do movimento cyberpunk), que foi distribuído em um disquete feito para ser inutilizado após ser lido uma única vez. Para encurtar a história, os códigos desses livros foram resolvidos, e levaram a um endereço da Darknet.
Bem-vindos à Darknet
Se você já ouviu histórias de terror sobre a Deep Web, provavelmente as pessoas estavam na verdade falando sobre a Darknet. Originalmente, os dois conceitos eram sinônimos, mas o nome “Darknet” passou a designar mais os sites mantidos em segredo de propósito, por conter materiais ilegais ou pelo menos extremamente reprováveis. Ela geralmente é acessada pelo Tor (The Onion Router, ou “o roteador cebola”), um navegador cujo nome vem do fato que ele trabalha com várias camadas de redirecionamento (além de criptografia pesada), para despistar qualquer um que tente rastrear o tráfego na Darknet. Os endereços do Tor são sempre no formato de uma sequência aparentemente aleatória de caracteres seguida da extensão .onion, de forma que é impossível acessar um site sem ter recebido de antemão o endereço dele (você não pode buscar, nem chutar o nome de um site, por exemplo).
Pois bem, o endereço conseguido aplicando-se um código a um livro de 1992 que sumia assim que era lido levava justamente a uma sequência de caracteres com .onion no final. O próximo passo era óbvio: jogar isso no Tor e ver onde que ia parar. Entretanto, aqui é onde terminam as certezas em nossa história. Como dito nas últimas mensagens do 3301, eles estavam procurando apenas os melhores. Portanto, após um determinado número de acessos, o site da Darknet simplesmente saiu do ar e nunca mais voltou. Algumas pessoas que dizem ter chegado a tempo (afinal, não há como checar) afirmam ter recebido um e-mail solicitando que desenvolvessem um programa de criptografia com determinadas características, provavelmente como um teste final; o que aconteceu após isso é um completo mistério, pois os poucos que passaram disso (se é que houve) nunca mais deram notícias.
Logo em seguida (no final de janeiro de 2012), foi postada no Reddit uma mensagem final do 3301, avisando que haviam encontrado as pessoas que procuravam, e dizendo que haveriam oportunidades futuras. Todos se entreolharam, intrigados, sedentos por uma resposta para o enigma, mas sem meios para encontrá-la. Os meses foram passando, e no dia 5 de janeiro de 2013, exatamente um ano após a fatídica convocação, surgiu outra bem parecida, também no 4chan. Os nerds entraram em polvorosa: a Cicada estava de volta.
Seguiu-se outra “caça ao tesouro”, bem mais complicada que a primeira. Ela envolveu um livro do ocultista Aleister Crowley, um “boot cd” de um sistema operacional próprio da Cicada, uma música (bem maneira, por sinal), um twitter que postava números misteriosos, um código cabalístico de runas, uma porrada de sites da Darknet, mensagens compostas exclusivamente de espaços e tabulações que tinham que ser convertidas em binário, mais mensagens em postes em vários lugares do mundo (Japão, Rússia, Texas, entre outros), etc. até chegar ao teste final. Sério, é coisa pra caramba, muito mais sinistro que a primeira vez – quem tiver curiosidade pode ler aqui.
Dessa vez, o teste final (novamente, informação que não pode ser confirmada e depende apenas da palavra de quem diz ter chegado até lá) foi bem diferente do primeiro, e talvez dê pistas sobre as ideias que pautam o 3301. Tratava-se de um questionário versando sobre temas altamente filosóficos, com questões de “verdadeiro ou falso” do tipo “não existe verdade”, “a observação muda a coisa sendo observada” e “eu sou a voz dentro de minha cabeça”, e outras dissertativas como “a operação matemática conhecida como adição é modelada em quê?” e “aponte semelhanças entre o conceito de realidade e a news feed do Facebook”. Logo em seguida, houve (supostamente) outro teste de programação; novamente, o que veio depois disso é desconhecido, pois as pessoas que passaram em todos os testes sumiram completamente da internet.
Ou talvez haja outra explicação para seu sumiço.
Como era de se esperar, em 5 de janeiro de 2014, a Cicada voltou à ativa. Aliás, tanto esperavam por isso que choveram trolls postando mensagens falsas, que logo foram desconsideradas por não ter a assinatura digital do 3301, entre outras características. Já estavam quase desistindo quando, lá pelas 11 da noite, o twitter usado pelo misterioso grupo no desafio anterior postou um novo convite, semelhante aos anteriores, mas com um tom mais místico:
Olá.
A epifania está próxima de você. Sua peregrinação começou. A iluminação está à espera.
Boa sorte.
3301
Conforme a “gincana” desse ano foi progredindo, a temática mística tem se mostrado cada vez mais presente. Seguindo a tendência, o desafio desse ano é ainda mais cabuloso que o do ano anterior, e apesar de haver bem mais gente empenhada em resolvê-lo, até a data dessa publicação o pessoal tava completamente empacado há mais de uma semana. A coisa começou com mais um código de livro, dessa vez baseado em um livro de Ralph Waldo Emerson sobre auto-suficiência e transcendência, a qual levou à seguinte imagem pra lá de estranha:
Isso é uma colagem de três quadros do artista e poeta inglês William Blake, de cerca de 1795: Nabucodonosor, Newton e O Ancião dos Dias, mas com duas modificações bem significativas: uma cigarra (a mesma que apareceu várias vezes nos outros desafios), bem escura e quase invisível na parte preta do lado de baixo, e alguma coisa escrita na linha onde o dedo está apontando bem no meio da imagem. Até hoje, ninguém foi capaz de decifrar o que está escrito ali, pois é alguma coisa minúscula, distorcida pela compressão da imagem, e cortada pela linha. Muito se especulou sobre o significado da imagem. Apontaram semelhanças entre ela e o Hexagrama Unicursal, símbolo da Thelema, tradição mágica de Aleister Crowley, conectando-se portanto com o desafio de 2013; outros enxergaram o símbolo da Maçonaria, o que é reforçado pelo uso de compassos, sugerindo que esta ordem esteja por trás do 3301. No código-fonte da página onde a imagem foi encontrada, havia a frase “Pois tudo o que vive é sagrado”, ressaltando mais ainda o misticismo da figura.
Sem entender direito o que a imagem significa, o pessoal seguiu a trilha da esteganografia, a qual (novamente através de vários sites na Darknet, além de puzzles de criptografia, mais runas cabalísticas, e diversas páginas que mostravam códigos crescendo pouco a pouco e desaparecendo logo após se completar) foi eventualmente revelando algumas páginas de um estranho livro, intitulado Liber Primus e escrito em runas. Traduzido, o livro, dirigindo-se ao leitor como “peregrino”, fala em uma “jornada para o fim de todas as coisas”, através da qual você encontrará um fim para o sofrimento, a inocência, as ilusões, as certezas, a realidade, e até o fim de si próprio. “Você é um ser por si só”, diz o livro; “Você é uma lei por si só. Cada inteligência é sagrada. Pois tudo o que vive é sagrado.” Diz também que os números primos (essenciais para a criptografia) são sagrados, e tudo deve ser criptografado. A última página revelada até o momento fecha com um “quadrado mágico”, cheio de números cuja soma de todas as linhas, colunas e diagonais dá 1033 (3301 ao contrário, claro), cujo significado também não foi descoberto até agora. E é aqui (bem, um pouquinho mais adiante, mas nada de significativo) que termina o que conseguiram desvendar até o momento. (ATUALIZAÇÃO 27/02/2014: Surgiram informações novas. Veja no final do post.)
Que conclusões nós podemos tirar disso (além de que eu preciso trocar de calças após ver isso tudo)? Como eu já disse, a hipótese de ser só algum desocupado foi descartada devido aos recursos e atuação internacional que essa pessoa precisaria ter. Se for mesmo só “pela zuera”, eu tiro o chapéu e me curvo perante tamanha dedicação, mas é muito difícil acreditar. Assim como a ideia de que seja algum ARG (Alternate Reality Game, um tipo de campanha que usa mistérios em várias mídias para promover alguma coisa, como o I Love Bees do Halo e o Lost Experience de LOST), pois já estamos no terceiro ano e isso não fez propaganda de coisa alguma até agora. O que nos resta então?
Há quem diga que isso é uma estratégia de recrutamento por alguma grande agência governamental como a NSA. Esse tipo de instituição já usou táticas estranhas de recrutamento antes, mas é comum deixarem claro de quem se trata em algum momento; além disso, o aspecto filosófico e oculto também depõe contra essa hipótese. Ainda assim, não pode ser definitivamente descartada. Por motivos semelhantes, outra alternativa pouco provável (apesar de popular) é que 3301 esteja procurando gente para trabalhar com criptomoedas como a Bitcoin, talvez por algum grande banco. Há também a interpretação de que a tal Cicada 3301 esteja ligada a algum tipo de sociedade secreta, com objetivos obscuros ainda a se determinar. Qual, exatamente, é pura especulação – sinta-se à vontade para apontar os maçons, Illuminati, Templários, Abstergo, alienígenas, ou quem mais você queira. O misticismo e as referências a Aleister Crowley que têm surgido sugerem algum tipo de culto, seita ou que o valha.
Tarde de domingo nos escritórios da Cicada 3301.
Houve alguns supostos vazamentos (muito questionados quanto à sua veracidade; afinal, na internet qualquer um pode afirmar qualquer coisa) que podem esclarecer bastante se forem verdadeiros. Um deles, o email supostamente recebido por quem completou o desafio de 2012, afirma que 3301 é um think tank voltado à promoção da liberdade de informação e privacidade do indivíduo. Uma mulher misteriosa, conhecida apenas pelo nick Wind, afirma ser ex-membro da organização por trás do 3301, e diz ter sido recrutada por seu conhecimento em psicologia (pois não entende muito de computadores), e que o grupo atua em diversas áreas diferentes, sendo o 3301 simplesmente a “divisão” de criptografia ou algo assim.
Por fim, um texto anônimo de um suposto dissidente da organização diz que ela se assemelha a uma religião “da mão esquerda” (ou seja, satanista), que é uma sociedade secreta fundada por pessoas influentes que “estavam insatisfeitas com a direção do mundo”, que trabalha em estrutura de células com alta compartimentação (divisão de informações para evitar vazamentos), atuando nas mais diversas áreas, e que é pautada por diversas filosofias como a ideia de “cérebro global”, liberdade absoluta do indivíduo e da informação, a não existência de uma moralidade absoluta ou mesmo uma única realidade indiscutível, entre outras. Novamente, há grande chance de que seja somente um troll, mas se for verdade, certamente parece coerente com os materiais que o 3301 tem apresentado até agora.
E você, o que acha? Você teria coragem de seguir a trilha de migalhas de pão e ver até onde ela vai? Se quiser, um bom lugar para começar é o site Uncovering Cicada Wiki, que foi a principal fonte de pesquisa desse artigo. Boa sorte…
E bons sonhos.
ATUALIZAÇÃO 27/02/2014:
Em 29 de janeiro, após mais de duas semanas sem novidades, o último site encontrado até então, que estava offline, voltou à atividade com um arquivo zipado (em formato de texto contendo código hexadecimal, como o 3301 costuma fazer), do qual podiam ser extraídos (após fuçar um pouco em seu código) as seguintes imagens:
Logo traduziram as páginas, levando a uma história que eu particularmente achei bastante interessante:
Um Koan
Um homem decidiu ir estudar com um mestre. Ele dirigiu-se à porta deste mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre. O estudante disse ao mestre seu nome. “Isso não é quem você é, apenas como você é chamado. Quem é você, que pretende estudar aqui?” ele perguntou novamente. O homem pensou por um momento, e respondeu: “Eu sou um professor.” “Isso é o que você faz, não quem você é”, replicou o mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” Confuso, o homem pensou um pouco mais. Finalmente, ele respondeu: “Eu sou um ser humano.” “Isso é somente sua espécie, não quem você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre de novo. Após um momento de reflexão, o professor respondeu: “Eu sou uma consciência habitando um corpo arbitrário.” “Isso é meramente O QUE você é, não QUEM você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” O homem estava ficando irritado. “Eu sou…” ele começou a dizer, mas não conseguia pensar em mais nada para falar, então se dispersou. Após uma longa pausa, o mestre respondeu “Então você é bem-vindo aos estudos.”
(após a imagem da cigarra) Uma instrução: faça quatro coisas despropositadas a cada dia.
Usando esteganografia nas imagens, extraíram a mensagem “Acreditar na verdade é destruir as possibilidades” e um endereço, que continha um monte de informação binária e a seguinte imagem, cujo espaço escuro foi tratado logo em seguida para mostrar outras imagens imperceptíveis a olho nu (ao lado):
O homem escondido no canto é Grigori Rasputin. O significado disso, e dos números, ainda não foi descoberto.
Paralelamente, foi decodificada a informação binária, que correspondia a um trecho de música clássica e duas imagens:
A equação faz parte do Teorema da Incompletude de Gödel, o olho é uma pintura de M. C. Escher, e a música é um trecho da Trio Sonata em Sol Maior (BWV 1039), de J. S. Bach. Não é difícil deduzir que isso se conecta com um livro chamado Gödel, Escher, Bach, de Douglas Hofstadter, que era a chave para um código de livro contido também nos dados binários. O endereço conseguido a partir dessa pista levou a mais quatro páginas do “livro” que estava sendo pouco a pouco divulgado pela Cicada:
Tradução:
A perda de divindade: A circunferência pratica três comportamentos que causam a perda de divindade.
Consumo: Nós consumimos demais porque nós acreditamos nos seguintes dois erros dentro do engodo:
1. Nós não temos o suficiente, ou não existe o suficiente;
2. Nós temos o que temos agora por sorte, e não seremos fortes o bastante mais tarde para obtermos o que precisamos.
A maioria das coisas não são dignas de consumo.
Preservação: Nós preservamos as coisas porque acreditamos que somos fracos. Se as perdermos, não seremos fortes o bastante para ganhá-las novamente. Este é o engodo.
A maioria das coisas não são dignas de preservação.
Aderência: Nós seguimos o dogma para que possamos pertencer ao grupo e estar certos. Ou, nós seguimos a razão para que possamos pertencer ao grupo e estar certos.
Não há nada sobre o que estar certo. Pertencer ao grupo é a morte.
São os comportamentos de consumo, preservação e aderência que nos fazem perder nossa primalidade e, portanto, nossa divindade.
Alguma sabedoria: Junte grandes riquezas. Nunca fique apegado ao que você possui. Esteja preparado para destruir tudo o que você possui.
Uma instrução: Programe sua mente. Programe a realidade.
Ocultas nas imagens estava um conjunto de instruções para algo que parece ser um teste final, semelhante aos anos anteriores, que envolvia a criação de “quadrados mágicos” (cuja soma de todas as linhas ou colunas é a mesma), bem como a criação de um serviço online na Darknet que permitisse a comunicação. Ao fornecer as informações solicitadas, o usuário era direcionado a uma página com um agradecimento, e as seguintes imagens:
Tradução:
Um koan: Durante uma lição, o mestre explicou o eu: “O eu é a voz da circunferência,” ele disse. Ao ser questionado por um estudante sobre o que isso queria dizer, o mestre disse: “É uma voz dentro da sua cabeça.” “Eu não tenho uma voz dentro da minha cabeça,” pensou o estudante, e ele ergueu a mão para falar ao mestre. O mestre interrompeu o estudante e disse: “A voz que acabou de dizer que você não tem uma voz em sua cabeça, isso é o eu.” E os estudantes foram iluminados.
Uma instrução: Questione todas as coisas; Descubra a verdade dentro de você; Siga a sua verdade; Não imponha nada aos outros.
Saiba disto: (sequência de números)
E, por enquanto, é só. Tudo leva a crer que a etapa final levou a um contato direto com a 3301, assim como nos anos anteriores; seja como for, se alguém conseguiu passar para esse estágio, ninguém mandou notícias até o momento. Ainda há um monte de mistérios e pistas não explicadas na gincana deste ano (qual é a dos quadrados mágicos? E o Rasputin com aqueles números?), mas não parece que vamos ter respostas para essas coisas tão cedo.
Esses últimos passos têm deixado bem claro o lado filosófico e ideológico da organização. O Liber Primus, nome dado ao livro que surgiu ao longo deste desafio, tem um conteúdo bastante místico, remetendo tanto ao zen-budismo quanto à ideia de questionar tudo e buscar sua própria verdade. Isso tudo só aumentou ainda mais a minha curiosidade, e (para mim) é mais uma pista de que há algo de mais profundo por trás deste mistério. Um simples desocupado, ou alguém com interesses comerciais, não se preocuparia com essa filosofia toda. Agora, só resta aguardar pra ver o que vai ser revelado em 2015…
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Cicada 3301, o maior mistério da internet
Fernando Sacchetto / 22 de janeiro de 2014
ATUALIZADO 27/02/2014! Há informações novas sobre o “puzzle” de 2014 no final do post.
Bom dia crianças! Sentem-se aqui que o titio vai contar uma história.
Era uma vez, há muito tempo atrás (2 anos e 18 dias para ser mais exato), um reino encantado chamado Internet. Nesse reino, havia vilas e castelos onde a paz reinava, lugares seguros para crianças e ambientes de trabalho, mas a maior parte dele era tomada por uma floresta densa e sombria chamada Deep Web, na qual somente os guerreiros mais bravos (ou idiotas), bem como os vilões mais terríveis, se aventuravam.
Bem na beirada desta floresta (mas ainda acessível pelas estradas mágicas de Google) havia um local obscuro chamado 4chan, um covil cheio de escória e vilania, onde os elementos sombrios da Internet se reuniam para trocar imagens de coisas saudáveis como pornografia infantil, zoofilia e Meu Pequeno Pônei (NÃO clique aqui, sério mesmo), mas onde também podiam ser encontrados muitos dos maiores hackers do reino – o Anonymous nasceu lá, aliás. Pois foi justamente no canto mais bizarro dessa fortaleza, o infame fórum conhecido apenas por /b/, que surgiu, sem mais nem menos, a seguinte imagem:
“Olá. Estamos procurando indivíduos altamente inteligentes. Para encontrá-los, nós criamos um teste.
Há uma mensagem oculta dentro desta imagem.
Encontre-a, e ela colocará você no caminho para nos encontrar. Estamos ansiosos para conhecer os poucos que conseguirão chegar ao final.
Boa sorte.
3301″
Claro, isso deixou os sábios (ou seja, nerds) do reino todos ouriçados, e aqueles que dominavam os rituais místicos de criptografia e afins entraram com tudo nessa aventura. Para procurar que segredos o arquivo de imagem escondia, abriram o texto correspondente ao código dele (por exemplo, no Bloco de Notas), e no final havia a seguinte mensagem:
TIBERIVS CLAVDIVS CAESAR says “lxxt>33m2mqkyv2gsq3q=w]O2ntk”
Quem manjava de criptografia lembrou-se que um dos métodos mais clássicos, no sentido de antigo mesmo, de codificar mensagens era a Cifra de César, assim chamada porque Júlio César a usava para passar informações confidenciais. Consiste em substituir cada letra (ou, nesse caso, caractere) pela que estivesse um determinado número de posições à frente no alfabeto. Por exemplo, se o número em questão for 3, a letra A é substituída por D, B por E, etc., e “inutilidade” vira “lqxwlolgdgh”. Alguém “lembrou” (leia-se: leu na Wikipedia) que Tiberius Claudius foi o 4º imperador de Roma, e teorizou que o número em questão era 4. Se achando foda bagarai por conseguir resolver essa charada, o pessoal aplicou a cifra de César com deslocamento de 4 posições (usando o conjunto extendido de caracteres ao invés do simples alfabeto) e chegou à seguinte imagem:
WOOPS – Somente pistas falsas por aqui. Parece que você não consegue adivinhar como se extrai a mensagem.
Em outras palavras, o pato estava rindo da cara dos trouxas, e ao mesmo tempo dizendo “cara, se você acha que vai passar no meu teste usando uma técnica manjada que qualquer n00b domina com 5 minutos de Google, não perca seu tempo”. Ou seja: Esse não era o tipo de “enigma” meia-boca que você acha numa Superinteressante da vida. O negócio aqui era pra valer, shit just got real, e só quem fosse realmente FODA passaria.
Os monges da ordem dos Nerds Tetudos resolveram então analisar a imagem através da técnica da esteganografia, que consiste em esconder mensagens secretas dentro de uma imagem através de mudanças imperceptíveis a olho nu. Descobriram assim um link no Reddit, com postagens embaralhadas e uma sequência de pontos e linhas, além de um “código de livro”, do tipo 1:20, 2:3, 3:5 etc., do tipo que você aplica a algum texto pré-estabelecido e retira (nesse caso) a 20ª letra da 1ª linha, a 3ª letra da 2ª linha, a 5ª letra da 3ª linha e assim por diante. Após mais uma rodada de especulação e esteganografia em imagens encontradas no Reddit, descobriram que os símbolos estranhos, que eram numerais maias, decodificavam as linhas embaralhadas, chegando a um texto sobre o Rei Artur, em linguagem antiquada. Aplicando a “cifra de livro” a esse material, foi revelada uma mensagem dizendo para ligar em um determinado número de telefone, o qual atendia com uma mensagem gravada dizendo:
Muito bem. Você se saiu bem. Há três números primos associados com a imagem original final.jpg. (nota: a primeira imagem, postada lááá em cima) 3301 é um deles. Você precisa achar os outros dois. Multiplique todos os três números juntos e adicione um .com para achar o próximo passo. Boa sorte. Adeus.
SÉÉÉÉRIO que eu cheguei até aqui pra isso??
Então, percebendo que a largura e altura da imagem (509 e 503, respectivamente) são números primos, multiplicaram os dois junto com 3301 e chegaram a 845145127. No endereço indicado, encontraram a imagem de uma cigarra (Cicada em inglês, o que foi adotado como nome da organização/conspiração/aliens/etc. por trás do enigma), bem como um cronômetro em contagem regressiva. Aplicando esteganografia na cigarra, havia só uma mensagem dizendo que “a paciência é uma virtude” (aliás, frase muito repetida pela Cicada 3301). Ao chegar o momento indicado pelo cronômetro, apareceram uma série de coordenadas, conforme visto nesse backup da página. E é aqui que a coisa começa a ficar assustadora.
As coordenadas levavam a 14 lugares completamente malucos, espalhados pelo globo: Varsóvia, Paris, Seattle, Seul, Arizona, Califórnia, Nova Orleans, Miami, Havaí e Sydney, entre outros. Nos locais indicados, foram achados papéis pregados em postes:
Poste encontrado em Varsóvia, Polônia
Até então, muita gente especulava que “3301” poderia ser simplesmente um nerd granudo, sem mais o que fazer, apesar de bastante dedicado e talentoso, só zoando com a galera. Mas, ao atuar ao mesmo tempo em 14 localidades tão distantes como Polônia, Austrália e Havaí, isso só poderia ser algum tipo de organização poderosa, ou pelo menos algum grupo com diversos membros e certa dose de recursos. Fosse o que fosse, a Cicada 3301 não estava de brincadeira.
Enfim, juntando as informações de TODOS os 14 lugares (o que necessitou de colaboração de gente do mundo todo), chegaram eventualmente em 2 mensagens, cada uma com um código de livro e uma referência obscura dando dica de a qual livro se referiam, bem como um aviso: “Você já compartilhou demais até aqui. Nós queremos os melhores, não os seguidores. Portanto, os poucos primeiros que chegarem receberão o prêmio.”
Os livros em questão eram o Mabinogion, um manuscrito celta da Idade Média, e Agrippa, um poema de William Gibson (autor de Neuromancer e criador do movimento cyberpunk), que foi distribuído em um disquete feito para ser inutilizado após ser lido uma única vez. Para encurtar a história, os códigos desses livros foram resolvidos, e levaram a um endereço da Darknet.
Bem-vindos à Darknet
Se você já ouviu histórias de terror sobre a Deep Web, provavelmente as pessoas estavam na verdade falando sobre a Darknet. Originalmente, os dois conceitos eram sinônimos, mas o nome “Darknet” passou a designar mais os sites mantidos em segredo de propósito, por conter materiais ilegais ou pelo menos extremamente reprováveis. Ela geralmente é acessada pelo Tor (The Onion Router, ou “o roteador cebola”), um navegador cujo nome vem do fato que ele trabalha com várias camadas de redirecionamento (além de criptografia pesada), para despistar qualquer um que tente rastrear o tráfego na Darknet. Os endereços do Tor são sempre no formato de uma sequência aparentemente aleatória de caracteres seguida da extensão .onion, de forma que é impossível acessar um site sem ter recebido de antemão o endereço dele (você não pode buscar, nem chutar o nome de um site, por exemplo).
Pois bem, o endereço conseguido aplicando-se um código a um livro de 1992 que sumia assim que era lido levava justamente a uma sequência de caracteres com .onion no final. O próximo passo era óbvio: jogar isso no Tor e ver onde que ia parar. Entretanto, aqui é onde terminam as certezas em nossa história. Como dito nas últimas mensagens do 3301, eles estavam procurando apenas os melhores. Portanto, após um determinado número de acessos, o site da Darknet simplesmente saiu do ar e nunca mais voltou. Algumas pessoas que dizem ter chegado a tempo (afinal, não há como checar) afirmam ter recebido um e-mail solicitando que desenvolvessem um programa de criptografia com determinadas características, provavelmente como um teste final; o que aconteceu após isso é um completo mistério, pois os poucos que passaram disso (se é que houve) nunca mais deram notícias.
Logo em seguida (no final de janeiro de 2012), foi postada no Reddit uma mensagem final do 3301, avisando que haviam encontrado as pessoas que procuravam, e dizendo que haveriam oportunidades futuras. Todos se entreolharam, intrigados, sedentos por uma resposta para o enigma, mas sem meios para encontrá-la. Os meses foram passando, e no dia 5 de janeiro de 2013, exatamente um ano após a fatídica convocação, surgiu outra bem parecida, também no 4chan. Os nerds entraram em polvorosa: a Cicada estava de volta.
Seguiu-se outra “caça ao tesouro”, bem mais complicada que a primeira. Ela envolveu um livro do ocultista Aleister Crowley, um “boot cd” de um sistema operacional próprio da Cicada, uma música (bem maneira, por sinal), um twitter que postava números misteriosos, um código cabalístico de runas, uma porrada de sites da Darknet, mensagens compostas exclusivamente de espaços e tabulações que tinham que ser convertidas em binário, mais mensagens em postes em vários lugares do mundo (Japão, Rússia, Texas, entre outros), etc. até chegar ao teste final. Sério, é coisa pra caramba, muito mais sinistro que a primeira vez – quem tiver curiosidade pode ler aqui.
Dessa vez, o teste final (novamente, informação que não pode ser confirmada e depende apenas da palavra de quem diz ter chegado até lá) foi bem diferente do primeiro, e talvez dê pistas sobre as ideias que pautam o 3301. Tratava-se de um questionário versando sobre temas altamente filosóficos, com questões de “verdadeiro ou falso” do tipo “não existe verdade”, “a observação muda a coisa sendo observada” e “eu sou a voz dentro de minha cabeça”, e outras dissertativas como “a operação matemática conhecida como adição é modelada em quê?” e “aponte semelhanças entre o conceito de realidade e a news feed do Facebook”. Logo em seguida, houve (supostamente) outro teste de programação; novamente, o que veio depois disso é desconhecido, pois as pessoas que passaram em todos os testes sumiram completamente da internet.
Ou talvez haja outra explicação para seu sumiço.
Como era de se esperar, em 5 de janeiro de 2014, a Cicada voltou à ativa. Aliás, tanto esperavam por isso que choveram trolls postando mensagens falsas, que logo foram desconsideradas por não ter a assinatura digital do 3301, entre outras características. Já estavam quase desistindo quando, lá pelas 11 da noite, o twitter usado pelo misterioso grupo no desafio anterior postou um novo convite, semelhante aos anteriores, mas com um tom mais místico:
Olá.
A epifania está próxima de você. Sua peregrinação começou. A iluminação está à espera.
Boa sorte.
3301
Conforme a “gincana” desse ano foi progredindo, a temática mística tem se mostrado cada vez mais presente. Seguindo a tendência, o desafio desse ano é ainda mais cabuloso que o do ano anterior, e apesar de haver bem mais gente empenhada em resolvê-lo, até a data dessa publicação o pessoal tava completamente empacado há mais de uma semana. A coisa começou com mais um código de livro, dessa vez baseado em um livro de Ralph Waldo Emerson sobre auto-suficiência e transcendência, a qual levou à seguinte imagem pra lá de estranha:
Isso é uma colagem de três quadros do artista e poeta inglês William Blake, de cerca de 1795: Nabucodonosor, Newton e O Ancião dos Dias, mas com duas modificações bem significativas: uma cigarra (a mesma que apareceu várias vezes nos outros desafios), bem escura e quase invisível na parte preta do lado de baixo, e alguma coisa escrita na linha onde o dedo está apontando bem no meio da imagem. Até hoje, ninguém foi capaz de decifrar o que está escrito ali, pois é alguma coisa minúscula, distorcida pela compressão da imagem, e cortada pela linha. Muito se especulou sobre o significado da imagem. Apontaram semelhanças entre ela e o Hexagrama Unicursal, símbolo da Thelema, tradição mágica de Aleister Crowley, conectando-se portanto com o desafio de 2013; outros enxergaram o símbolo da Maçonaria, o que é reforçado pelo uso de compassos, sugerindo que esta ordem esteja por trás do 3301. No código-fonte da página onde a imagem foi encontrada, havia a frase “Pois tudo o que vive é sagrado”, ressaltando mais ainda o misticismo da figura.
Sem entender direito o que a imagem significa, o pessoal seguiu a trilha da esteganografia, a qual (novamente através de vários sites na Darknet, além de puzzles de criptografia, mais runas cabalísticas, e diversas páginas que mostravam códigos crescendo pouco a pouco e desaparecendo logo após se completar) foi eventualmente revelando algumas páginas de um estranho livro, intitulado Liber Primus e escrito em runas. Traduzido, o livro, dirigindo-se ao leitor como “peregrino”, fala em uma “jornada para o fim de todas as coisas”, através da qual você encontrará um fim para o sofrimento, a inocência, as ilusões, as certezas, a realidade, e até o fim de si próprio. “Você é um ser por si só”, diz o livro; “Você é uma lei por si só. Cada inteligência é sagrada. Pois tudo o que vive é sagrado.” Diz também que os números primos (essenciais para a criptografia) são sagrados, e tudo deve ser criptografado. A última página revelada até o momento fecha com um “quadrado mágico”, cheio de números cuja soma de todas as linhas, colunas e diagonais dá 1033 (3301 ao contrário, claro), cujo significado também não foi descoberto até agora. E é aqui (bem, um pouquinho mais adiante, mas nada de significativo) que termina o que conseguiram desvendar até o momento. (ATUALIZAÇÃO 27/02/2014: Surgiram informações novas. Veja no final do post.)
Que conclusões nós podemos tirar disso (além de que eu preciso trocar de calças após ver isso tudo)? Como eu já disse, a hipótese de ser só algum desocupado foi descartada devido aos recursos e atuação internacional que essa pessoa precisaria ter. Se for mesmo só “pela zuera”, eu tiro o chapéu e me curvo perante tamanha dedicação, mas é muito difícil acreditar. Assim como a ideia de que seja algum ARG (Alternate Reality Game, um tipo de campanha que usa mistérios em várias mídias para promover alguma coisa, como o I Love Bees do Halo e o Lost Experience de LOST), pois já estamos no terceiro ano e isso não fez propaganda de coisa alguma até agora. O que nos resta então?
Há quem diga que isso é uma estratégia de recrutamento por alguma grande agência governamental como a NSA. Esse tipo de instituição já usou táticas estranhas de recrutamento antes, mas é comum deixarem claro de quem se trata em algum momento; além disso, o aspecto filosófico e oculto também depõe contra essa hipótese. Ainda assim, não pode ser definitivamente descartada. Por motivos semelhantes, outra alternativa pouco provável (apesar de popular) é que 3301 esteja procurando gente para trabalhar com criptomoedas como a Bitcoin, talvez por algum grande banco. Há também a interpretação de que a tal Cicada 3301 esteja ligada a algum tipo de sociedade secreta, com objetivos obscuros ainda a se determinar. Qual, exatamente, é pura especulação – sinta-se à vontade para apontar os maçons, Illuminati, Templários, Abstergo, alienígenas, ou quem mais você queira. O misticismo e as referências a Aleister Crowley que têm surgido sugerem algum tipo de culto, seita ou que o valha.
Tarde de domingo nos escritórios da Cicada 3301.
Houve alguns supostos vazamentos (muito questionados quanto à sua veracidade; afinal, na internet qualquer um pode afirmar qualquer coisa) que podem esclarecer bastante se forem verdadeiros. Um deles, o email supostamente recebido por quem completou o desafio de 2012, afirma que 3301 é um think tank voltado à promoção da liberdade de informação e privacidade do indivíduo. Uma mulher misteriosa, conhecida apenas pelo nick Wind, afirma ser ex-membro da organização por trás do 3301, e diz ter sido recrutada por seu conhecimento em psicologia (pois não entende muito de computadores), e que o grupo atua em diversas áreas diferentes, sendo o 3301 simplesmente a “divisão” de criptografia ou algo assim.
Por fim, um texto anônimo de um suposto dissidente da organização diz que ela se assemelha a uma religião “da mão esquerda” (ou seja, satanista), que é uma sociedade secreta fundada por pessoas influentes que “estavam insatisfeitas com a direção do mundo”, que trabalha em estrutura de células com alta compartimentação (divisão de informações para evitar vazamentos), atuando nas mais diversas áreas, e que é pautada por diversas filosofias como a ideia de “cérebro global”, liberdade absoluta do indivíduo e da informação, a não existência de uma moralidade absoluta ou mesmo uma única realidade indiscutível, entre outras. Novamente, há grande chance de que seja somente um troll, mas se for verdade, certamente parece coerente com os materiais que o 3301 tem apresentado até agora.
E você, o que acha? Você teria coragem de seguir a trilha de migalhas de pão e ver até onde ela vai? Se quiser, um bom lugar para começar é o site Uncovering Cicada Wiki, que foi a principal fonte de pesquisa desse artigo. Boa sorte…
E bons sonhos.
ATUALIZAÇÃO 27/02/2014:
Em 29 de janeiro, após mais de duas semanas sem novidades, o último site encontrado até então, que estava offline, voltou à atividade com um arquivo zipado (em formato de texto contendo código hexadecimal, como o 3301 costuma fazer), do qual podiam ser extraídos (após fuçar um pouco em seu código) as seguintes imagens:
Logo traduziram as páginas, levando a uma história que eu particularmente achei bastante interessante:
Um Koan
Um homem decidiu ir estudar com um mestre. Ele dirigiu-se à porta deste mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre. O estudante disse ao mestre seu nome. “Isso não é quem você é, apenas como você é chamado. Quem é você, que pretende estudar aqui?” ele perguntou novamente. O homem pensou por um momento, e respondeu: “Eu sou um professor.” “Isso é o que você faz, não quem você é”, replicou o mestre. “Quem é você, que pretende estudar aqui?” Confuso, o homem pensou um pouco mais. Finalmente, ele respondeu: “Eu sou um ser humano.” “Isso é somente sua espécie, não quem você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” perguntou o mestre de novo. Após um momento de reflexão, o professor respondeu: “Eu sou uma consciência habitando um corpo arbitrário.” “Isso é meramente O QUE você é, não QUEM você é. Quem é você, que pretende estudar aqui?” O homem estava ficando irritado. “Eu sou…” ele começou a dizer, mas não conseguia pensar em mais nada para falar, então se dispersou. Após uma longa pausa, o mestre respondeu “Então você é bem-vindo aos estudos.”
(após a imagem da cigarra) Uma instrução: faça quatro coisas despropositadas a cada dia.
Usando esteganografia nas imagens, extraíram a mensagem “Acreditar na verdade é destruir as possibilidades” e um endereço, que continha um monte de informação binária e a seguinte imagem, cujo espaço escuro foi tratado logo em seguida para mostrar outras imagens imperceptíveis a olho nu (ao lado):
O homem escondido no canto é Grigori Rasputin. O significado disso, e dos números, ainda não foi descoberto.
Paralelamente, foi decodificada a informação binária, que correspondia a um trecho de música clássica e duas imagens:
A equação faz parte do Teorema da Incompletude de Gödel, o olho é uma pintura de M. C. Escher, e a música é um trecho da Trio Sonata em Sol Maior (BWV 1039), de J. S. Bach. Não é difícil deduzir que isso se conecta com um livro chamado Gödel, Escher, Bach, de Douglas Hofstadter, que era a chave para um código de livro contido também nos dados binários. O endereço conseguido a partir dessa pista levou a mais quatro páginas do “livro” que estava sendo pouco a pouco divulgado pela Cicada:
Tradução:
A perda de divindade: A circunferência pratica três comportamentos que causam a perda de divindade.
Consumo: Nós consumimos demais porque nós acreditamos nos seguintes dois erros dentro do engodo:
1. Nós não temos o suficiente, ou não existe o suficiente;
2. Nós temos o que temos agora por sorte, e não seremos fortes o bastante mais tarde para obtermos o que precisamos.
A maioria das coisas não são dignas de consumo.
Preservação: Nós preservamos as coisas porque acreditamos que somos fracos. Se as perdermos, não seremos fortes o bastante para ganhá-las novamente. Este é o engodo.
A maioria das coisas não são dignas de preservação.
Aderência: Nós seguimos o dogma para que possamos pertencer ao grupo e estar certos. Ou, nós seguimos a razão para que possamos pertencer ao grupo e estar certos.
Não há nada sobre o que estar certo. Pertencer ao grupo é a morte.
São os comportamentos de consumo, preservação e aderência que nos fazem perder nossa primalidade e, portanto, nossa divindade.
Alguma sabedoria: Junte grandes riquezas. Nunca fique apegado ao que você possui. Esteja preparado para destruir tudo o que você possui.
Uma instrução: Programe sua mente. Programe a realidade.
Ocultas nas imagens estava um conjunto de instruções para algo que parece ser um teste final, semelhante aos anos anteriores, que envolvia a criação de “quadrados mágicos” (cuja soma de todas as linhas ou colunas é a mesma), bem como a criação de um serviço online na Darknet que permitisse a comunicação. Ao fornecer as informações solicitadas, o usuário era direcionado a uma página com um agradecimento, e as seguintes imagens:
Tradução:
Um koan: Durante uma lição, o mestre explicou o eu: “O eu é a voz da circunferência,” ele disse. Ao ser questionado por um estudante sobre o que isso queria dizer, o mestre disse: “É uma voz dentro da sua cabeça.” “Eu não tenho uma voz dentro da minha cabeça,” pensou o estudante, e ele ergueu a mão para falar ao mestre. O mestre interrompeu o estudante e disse: “A voz que acabou de dizer que você não tem uma voz em sua cabeça, isso é o eu.” E os estudantes foram iluminados.
Uma instrução: Questione todas as coisas; Descubra a verdade dentro de você; Siga a sua verdade; Não imponha nada aos outros.
Saiba disto: (sequência de números)
E, por enquanto, é só. Tudo leva a crer que a etapa final levou a um contato direto com a 3301, assim como nos anos anteriores; seja como for, se alguém conseguiu passar para esse estágio, ninguém mandou notícias até o momento. Ainda há um monte de mistérios e pistas não explicadas na gincana deste ano (qual é a dos quadrados mágicos? E o Rasputin com aqueles números?), mas não parece que vamos ter respostas para essas coisas tão cedo.
Esses últimos passos têm deixado bem claro o lado filosófico e ideológico da organização. O Liber Primus, nome dado ao livro que surgiu ao longo deste desafio, tem um conteúdo bastante místico, remetendo tanto ao zen-budismo quanto à ideia de questionar tudo e buscar sua própria verdade. Isso tudo só aumentou ainda mais a minha curiosidade, e (para mim) é mais uma pista de que há algo de mais profundo por trás deste mistério. Um simples desocupado, ou alguém com interesses comerciais, não se preocuparia com essa filosofia toda. Agora, só resta aguardar pra ver o que vai ser revelado em 2015…
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