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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TRAGEDIA DO SITIO CALDEIRÃO NORTE DO BRASIL

UMA DAS HISTORIAS MAIS CAMUFLADAS DO NORTE DO BRASIL A TRAGÉDIA DA COMUNIDADE CAMPONESA IGUALITÁRIA DO SÍTIO CALDEIRÃO
Tarcísio Marcos Alves*
É no mínimo estranho que autores de livros didáticos de História do Brasil, mesmo os cearenses, não ser refiram - nem sequer em nota de "pé-de-página" - ao destino trágico que teve a comunidade camponesa religiosa do Sítio Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço Gomes da Silva e destruída por forças policiais em 1937, no Crato, Ceará!...
Mesmo os historiadores que escrevem para a comunidade acadêmica e para especialistas, minimizam o conflito: na maioria dos casos - aqueles que escrevem sobre o Juazeiro do Norte e o Padre Cícero Romão Batista - , tratam o fenômeno apenas nos seus aspectos folclóricos, centrando os seus relatos na estória do boi "Mansinho" e dos seus pretensos "milagres". Essas fantasiosas estórias sobre o referido touro, fruto de boatos que circularam na época, já foram negadas por Floro Bartholomeu da Costa, pouco tempo depois de sua divulgação. No seu discurso na Câmara dos Deputados Federais, em 1923, afirmou que "essa história do ‘Touro Zebu’, não é semelhante a do ‘Boi Ápis’, nem esse pobre animal (...) corria risco de se implantar como ‘symbolo de redenção’, (...) pois, quando se procurava apenas a verdade sobre os boatos de que o boi fazia ‘milagres’ - ninguém sabia informar, a começar pelos proprietários do sítio onde Zé Lourenço residia." (Costa, 1923:711-712).
É fácil, no entanto, desvendar os motivos subjacentes a tais "esquecimentos" dos fatos pelos historiadores e cronistas: o massacre do Caldeirão, para além de ter sido mais uma perseguição e beatos e cangaceiros nos sertões nordestinos, oriundos de uma tradição de violências que remontam aos séculos XVIII e XIX, com o apoio dos coronéis latifundiários e da Igreja Católica que, eivada dos rigorosos preceitos tridentinos - condenava e perseguia duramente quaisquer "seitas" religiosas heterodoxas - , foi tão cruel quanto desnecessário. Pois, além de destruírem - assim como o fizeram com Canudos - uma comunidade de camponeses pacíficos pelo fogo e pelas armas, utilizaram, pela primeira vez na história do Brasil, bombardeios aéreo contra populações civis indefesas!...
Estranhamente, até os historiadores "brasilianistas" que escreveram sobre o assunto omitiram ou deformaram os fatos. Ralph Della Cava, por exemplo, apesar de demonstrar simpatia pelo beato José Lourenço, no seu livro Milagre em Joaseiro, limita-se a comentar que, "infelizmente a história de José Lourenço tem sido contada e recontada de forma anedótica e sectária"(Cava, 1976:220). E, apesar disso, segue o mesmo caminho trilhado por seus criticados antecessores: narra apenas os fatos folclóricos e "anedóticos" ligados ao boi "mansinho"...
Um outro eminente historiador norte-americano que se referiu ao beato José Lourenço, teve o mérito de associar os acontecimentos à repressão do Estado Novo. Trata-se de Robert Levine, que, no seu livro O Regime de Vargas - os anos críticos - 1934-1938, assim se referiu aos fatos: "Tropas federais invadiram o povoado cearense de Caldeirão e destruíram uma seita comunitária semi-religiosa sob a alegação, provavelmente falsa, de que dava agasalho a refugiados dos levantes de Natal e do Recife." E lembra, em nota no final do capítulo, que o Jornal "New York Times", de 16 de setembro de 1936, p. 14, noticiou os fatos com as seguintes palavras: "As razias continuaram por todo o ano de 1937." (Levine, 1980:219 e 241).
O autor não faz, no entanto, nenhuma referência ao bombardeio na Serra do Araripe...
Recentemente, o mesmo autor publicou no Brasil o seu monumental livro "O Sertão Prometido: o massacre de Canudos", onde volta a referir-se aos acontecimentos referentes ao Caldeirão. Estranhamente, no entanto, Levine inicia o relato cometendo um equívoco imperdoável, ao afirmar que o Sítio Caldeirão era "uma fazenda abandonada no município baiano de Casa Nova, onde o beato José Lourenço, um antigo ajudante do Padre Cícero, capitaneava a construção de uma nova Juazeiro." (Aqui o autor esqueceu que o Sítio Caldeirão localiza-se no Crato-CE, e que em Casa Nova, na Bahia, ocorreu o movimento camponês religioso de Pau-de-Colher, confundindo ambos...). Desta vez, entretanto, o autor refere-se ao bombardeio, porém demonstrando total desconhecimento da história e da operação militar desencadeada contra a comunidade em 1936 e 1937. Segundo o seu relato, o bombardeio teria sido feito sobre as casas da comunidade do Caldeirão: "uma força de 150 homens da polícia do Ceará iniciou o ataque com auxílio de duas aeronaves, que destruíram à bala e a bombas os telhados das casas. (...) A comunidade agrícola foi completamente queimada." (Levine, 1995:317).
O fato real: o bombardeio não foi feito sobre as casas da comunidade do Caldeirão, que na época já estava destruído, mas sobre um grupo de cerca de mil seguidores do beato José Lourenço que estavam refugiados na Serra do Araripe, onde, indefesos, foram massacrados por uma esquadrilha composta de três aviões, que metralharam e bombardearam-nos impiedosamente...
Foi exatamente para tentar corrigir tão disparatadas e errôneas interpretações sobre o fenômeno da comunidade camponesa do Caldeirão, que consideramos de significativa importância, para uma melhor compreensão do papel histórico das massas de camponeses miseráveis do sertão nordestino, que resolvemos sintetizar a trágica história de Santa Cruz do Deserto.
José Lourenço chegou ao Juazeiro do Norte na época dos "milagres" (1889), quando a aldeia fervilhava de romeiros que afluíam de todas as regiões sertanejas para a terra do Padre Cícero Romão Batista. Duas coisas importantes os atraíam: as terras férteis do Vale do Cariri e a certeza de alcançarem a salvação na cidade do "santo milagreiro". O próprio Pe. Cícero constatou o fato, ao afirmar que "Juazeiro tem sido um refúgio dos náufragos da vida" (Cava, 1976:212). É que para lá iam multidões de miseráveis, refugiados das regiões castigadas pelas secas...
O beato José Lourenço logo integrou-se na aldeia e tornou-se penitente. Morou alguns anos no Juazeiro e depois foi com a família viver no sítio Baixa D’Anta. Lá começaram a desenvolver uma experiência de trabalho coletivo com base no mutirão, o que levou a um esboço de organização de uma comunidade camponesa de cunho cooperativista.
Mas, o que mais marcou a sua vida no sítio e o tornou conhecido na região, foi o episódio do boi "Mansinho". Tratava-se de um garrote que o Pe. Cícero ganhara de presente e dera ao beato para criar. Como era um animal pertencente ao Pe. Cícero, toda a comunidade dedicava um tratamento especial ao boi. Em pouco tempo surgiram boatos de que o boi "Mansinho" estava fazendo milagres...
Por essa época (cerca de 1920), além das perseguições religiosas contra o Pe. Cícero, a imprensa fazia uma feroz campanha contra Floro Bartholomeu. Este passou a ser acusado pelo Deputado Federal Morais e Barros como o "Deputado de bandidos e fanáticos". Sob pressão, Floro Bartholomeu foi obrigado a agir: mandou prender o beato José Lourenço e matar o boi "santo".
Solto e humilhado, com fama de "fanático", José Lourenço voltou para o sítio Baixa D’Anta, onde viveu mais alguns anos, quando o proprietário da terra vendeu a propriedade e expulsou-o de lá. O beato passou algum tempo em Juazeiro, onde, pelas suas práticas religiosas, adquiriu fama de "homem santo" e passou a ser tratado como "beato". Em 1926 retirou-se com algumas famílias para o Sítio Caldeirão dos Jesuítas, terra pertencente ao Pe. Cícero. O padre entregou as terras ao beato quando o seu Testamento já estava pronto, no qual doara todas as suas propriedades aos Salesianos, inclusive o Sítio Caldeirão.
Encerrava-se a história do boi "Mansinho" e começava a do beato José Lourenço, que em breve tornar-se-á o beato mais célebre da região do Cariri e liderança indiscutível de uma comunidade camponesa, contando com alguns milhares de trabalhadores pobres.
Na comunidade, a experiência vivida expressou-se em uma experimentação concreta da fé, a materialização de uma nova forma de vida: o trabalho tornou-se um meio para a salvação da alma. A principal testemunha dos acontecimentos do Caldeirão, o Sr. Henrique Ferreira, recentemente falecido, assim descreve o trabalho como penitência da comunidade do Caldeirão. "É os penitentes, é os pobres penitentes, que todo pobre é penitente. O trabalhador é um pobre penitente! Tá na penitência do trabalho!" [1]. Nestas condições, a pobreza da vida tornou-se suportável e até prazeirosa. Foi a partir desta perspectiva religiosa - o trabalho como penitência - , que a comunidade camponesa do Caldeirão se organizou.
O sítio era uma pequena propriedade abandonada, com cerca de 900 hectares no sopé da Serra do Araripe, distante vinte quilômetros do Crato. Encravado entre serras e morros, de acesso extremamente difícil, era lugar ideal para o isolamento. Lá instalados, o beato e seus seguidores deram início aos trabalhos de limpeza dos matos, e construções e reparos de cercas. Construíram a casa do beato e as "primeiras e pequenas casas de taipa e, como a terra era seca, iniciaram também a construção de pequenas barragens nos grotões e socavões dos morros, garantindo assim razoável abastecimento de água para as épocas de secas. Nas terras altas deu-se início à plantação de algodão, milho e feijão. Nas terras baixas, irrigadas por processos primitivos, plantou-se cana-de-açúcar e arroz. Pequena engenhoca levantada nas mediações do pequeno povoado passou a produzir rapadura, batidas e melaço suficiente para o sustento da comunidade." (Cariri, 1982:189).
Construíram ainda a casa de farinha e produziam sabão, a partir de uma planta nativa da região, conhecida por "pingui". Em pouco tempo, o que era uma terra deserta e abandonada transformou-se um pequeno arraial.
Nessa fase inicial, a comunidade trabalhava basicamente na agricultura e na construção de casas em mutirão para os novos moradores. Cada nova família que lá chegava era bem recebida, e os que já viviam no sítio construíam logo a nova moradia; alastravam-se as casinhas a partir do sopé dos morros, formando, gradativamente, um cinturão em redor da pequena planície onde floresciam as primeiras plantações.
A divisão do trabalho era simples: os homens trabalhavam na limpeza dos terrenos, na construção de casas, de caminhos, cercas e na agricultura; enquanto as mulheres, além dos trabalhos caseiros, carregavam água para aguação das plantas, ajudadas pelas crianças maiores. O problema da água será resolvido definitivamente através da construção de dois açudes.
O beato estava sempre à frente de todos os trabalhos e tudo era feito sob a sua orientação. Trabalhava-se das seis da manhã às seis da noite, sob o ritmo dos benditos, puxados pelo beato... A incrível capacidade de trabalho e liderança do beato é atestado por todos, inclusive por aqueles que não nutriam simpatia por ele, como é o caso do tenente Góis de Barros - que comandou a invasão e destruição do sítio em 1936 - , que afirmou espantado em seu "Relatório": "Aliás, faça-se justiça, o espetáculo de organização e rendimento do trabalho, com que nos deparamos ali, era verdadeiramente edificante." (Barros, 1937:31)
Toda a produção e consumo era controlada por Isaías, espécie de "ministro do planejamento e da economia" da comunidade. Os produtos eram armazenados em grandes celeiros e redistribuídos de acordo com as necessidades de cada família. Não circulava dinheiro na comunidade e a organização social era rígida, dentro de padrões de uma religiosidade quase ascética.
Outras pessoas ajudavam o beato José Lourenço na administração da vida da comunidade, destacando-se o papel exercido por Severino Tavares, que apesar de não viver no sítio, exercia o papel de "aliciador" de romeiros para as visitas à comunidade. Seu trabalho como divulgador da vida no Caldeirão muito contribuiu para o aumento da população do sítio, pois muitas pessoas que iam apenas conhecer o beato lá permaneciam...
Com o crescimento populacional do sítio diversificaram-se as atividades produtivas. No meio de tantos trabalhadores que chegavam ao Caldeirão, encontravam-se profissionais das mais diversas especialidades. Organizaram-se então as primeiras oficinas, passando-se a fabricar os mais diversos instrumentos de trabalho e utensílios domésticos. Em pouco tempo a comunidade produzia praticamente tudo o que necessitava para a sua sobrevivência. Apenas o sal e o querosene, assim como remédios, eram comprados pelo beato, com o dinheiro que arrecadava com a venda das rapaduras e algodão.
Paralelamente desenvolveu-se a criação de animais, bovinos, caprinos e suínos, além das mais diversas espécies de galináceos.
Através deste quadro sintético da organização econômica e social da comunidade do Sítio Caldeirão, fácil é perceber que ela formava um vivo contraste em relação à situação dos trabalhadores dos latifúndios do Sertão. Ali reinava a fartura, fruto do trabalho intenso de milhares de pessoas em mutirão - a população sítio alcançou, na fase mais populosa, cerca de duas mil pessoas - , o que duplicava a produtividade do trabalho, fazendo com que os celeiros estivessem sempre cheios. Foi essa fantástica organização do trabalho visando a plena satisfação das necessidades fundamentais da comunidade - que se tornou praticamente auto-suficiente - , que caracterizou a experiência realizada no Sítio Caldeirão pelo beato José Lourenço, e que o transformou em uma ilha de fartura em meio à miséria reinante no Sertão da época. Era uma comunidade pobre, evidentemente, mas bem alimentada material e espiritualmente. A religiosidade popular, que perpassava todos os atos cotidianos da comunidade, tornava suportável a penitência do trabalho e fácil a vida...
As reservas de víveres permitiu que a comunidade sobrevivesse à grande seca de 1932, apesar de o número de habitantes do sítio ter sido acrescido de cerca de 500 pessoas no período. É que o beato abriu as portas do sítio para receber todos os flagelados da seca que lá quisessem entrar e permanecer!
Após a morte do Pe. Cícero, em 1934 - época em que os habitantes do Caldeirão passaram a se vestir todos de preto, em luto perpétuo pelo "santo" do Juazeiro - , grande parte dos romeiros que iam a Juazeiro visitar o túmulo do Patriarca, faziam questão de ir ao Caldeirão, pedir a bênção ao beato José Lourenço. Isto se devia ao fato de José Lourenço representar o único sobrevivente dos "santos" do Juazeiro.
Os romeiros, ao visitarem a comunidade, contribuíam com o desenvolvimento econômico do sítio, pois levavam valiosos presentes, que iram desde cargas de alimentos, animais e até objetos preciosos.
Entretanto, a morte de Pe. Cícero - amigo e protetor do beato - , anunciava também as tempestades que se avizinhavam. O crescimento constante da popularidade do beato, aliada à prosperidade crescente do sítio, despertaram a atenção das elites políticas e religiosas do Crato. Os jornais iniciaram uma campanha contra o beato e sua comunidade: o artigo intitulado "Os fanáticos do Caldeirão", publicado no Jornal "O Povo" afirmava, entre outras coisas: "Dois malandros do Ceará, José Lourenço e Severino Tavares, andam explorando no Vale do Cariri a memória do Padre Cícero" [2]. Para a hierarquia católica, o Caldeirão parecia representar uma ameaça: o beato poderia tornar-se um novo "santo" como o Pe. Cícero... E, neste caso, com o agravante de estar fora do controle da Igreja: seria um novo Antonio Conselheiro!... Assim, alarmados, os proprietários vizinhos e as elites políticas e religiosas atacavam sistematicamente o beato e a sua comunidade: "Setores conservadores ligados à política regional, insuflados pelos proprietários de terras e do clero, encarregam-se de espalhar boatos sobre o beato José Lourenço e os habitantes do Caldeirão. Diziam que o beato oficiava sacramentos reservados ao clero de forma bárbara e sacrílega, que vivia em concubinato com as beatas, possuindo harém de 16 mulheres, que explorava a ignorância e o fanatismo dos camponeses, usando a força de trabalho para enriquecer" [3].
Era, enfim, a orquestração de uma formidável avalanche de inverdades - como a de que o beato, então com 65 anos, tivesse capacidade sexual de manter um harém com 16 concubinas! - , com o objetivo de destruir a experiência comunitária do Caldeirão que, além de atrair trabalhadores de todas as partes, "as relações de produção e consumo tendiam abertamente para o comunismo", na expressão do Tenente Góis de Barros...
Os padres salesianos, herdeiros das terras do Pe. Cícero, decidiram tomar o sítio sem indenizar o beato pelos benefícios lá realizados. Para isto, contrataram o advogado Norões Milfont, deputado da Liga Eleitoral Católica - LEC (de cunho fascista), que passou a defender a causa dos mesmos. O advogado começou a divulgar que o Caldeirão era uma nova Canudos, que o beato José Lourenço possuía armas escondidas e que a comunidade representava uma séria ameaça ao Estado, por ser de franca tendência comunista...
A hierarquia católica confirma: "Nos sermões, os padres falam do perigo do ajuntamento de fanáticos e da infiltração de agentes vermelhos a serviço do totalitarismo ateu. Os beatos chegam aos ouvidos das autoridades estaduais." (Cariri, 1982:195)
Era, enfim, a união da Igreja, do Estado e das elites políticas e latifundiária contra a comunidade camponesa igualitária do sítio Caldeirão...
O advogado dos salesianos, Norões Milfont, não se limitou a espalhar boatos denegrindo a comunidade: para provar suas denúncias e incriminar ainda mais o beato e seus seguidores, enviou um espião ao Caldeirão. A escolha feita, por si só, revela as intenções subjacentes ao ato: decidiu-se enviar "um dos maiores bandido-autoridade de que se teve notícias no Ceará", na expressão de Optato Gueiros (Gueiros, 1952:252). Era o capitão José Gonçalves Bezerra, conhecido na região como um implacável caçador de cangaceiros, sendo, na verdade, um deles, só que escondido por trás da farda policial.
Escolhido o espião, as autoridades iniciaram as investigações. O Tenente José Góis de Campos Barros encarregou-se de comandar a destruição, que descreveu depois no seu "Relatório". Nele afirma que o número de habitantes do Caldeirão havia tomado tamanho vulto que as autoridades locais alertaram o Capitão Cordeiro Neto, Chefe de Polícia, de "certos fatos singulares, que ali estavam passando". Para esclarecer os "fatos", foi ao sítio o Capitão José Bezerra, disfarçado em industrial interessado nas possibilidades econômicas da região, em relação à indústria de oiticica.
Admitido na residência do beato, o Capitão Bezerra tudo observou, especialmente as riquezas acumuladas no sítio, fruto do trabalho sistemático da comunidade, o que logo lhe despertou o interesse... No seu relatório, refere-se à existência de "uma nova Canudos, coito de fanáticos e do terrível perigo comunista" (Barros, 1937:30), e conclui solicitando urgente intervenção.
Depois das investigações realizadas pelo Capitão José Bezerra, o interventor e Governador do Estado, Menezes Pimentel, reuniu o advogado dos salesianos Norões Milfont, o Bispo do Crato, D. Francisco de Assis Pires, Andrade Furtado, Martins Rodrigues, o Capitão Cordeiro Neto, Chefe de Polícia, e o Delegado do DEOPS, o Tenente José Góis de Campos Barros. Com exceção dos dois militares, todos os outros pertenciam à LEC. Decidiu-se pela intervenção.
O Tenente José Góis de Campos Barros comandou a expedição, no mês de setembro de 1936. O beato José Lourenço conseguiu fugir, escondendo-se na Serra do Araripe, acompanhado de algumas famílias. Em meio a todo tipo de violências, inclusive estupros, os militares atearam fogo em todas as casas, expulsaram os moradores, destruíram e saquearam o sítio...
O Tenente José Góis, em seu relato, diz que após juntar todos os habitantes, explicou a eles para que viera: acabar com a comunidade, porque "o Estado não podia permitir aquele ajuntamento perigoso". As ordens eram que cada família juntasse seus pertences e voltassem para os seus locais de origem. Ofereceu passagens de trem e de navio, que foram unanimemente rejeitadas: "E, fato singular, ninguém tinha bens a conduzir. Tudo o que ali estava, diziam, era de todos, mas não tinha dono." (Id.:25)
O beato José Lourenço continuou por algum tempo refugiado na Serra do Araripe. Severino Tavares e seu filho Eleutério foram presos em Fortaleza. A imprensa da época calculou que, após a destruição do sítio, pelo menos mil pessoas foram juntar-se ao beato José Lourenço na Serra.
Entrementes, Severino Tavares e seu filho foram soltos da prisão e dirigiram-se para a Serra do Araripe. Enquanto o beato José Lourenço ganhava tempo para iniciar negociações visando voltar para o sítio, Severino Tavares planejava vingança... (Afirma-se que uma das moças estupradas pelo Capitão Bezerra era sua filha...).
Os jornais começam a publicar notícias alarmantes, informando que os beatos ameaçavam invadir fazendas e a feira do Crato. Segue uma patrulha comandada pelo Capitão José Bezerra para debelar os "fanáticos". Severino Tavares montou uma emboscada com alguns seguidores e, em luta corpo a corpo com a patrulha, morreram o Capitão, um filho seu e o próprio Severino Tavares, além de outros soldados e camponeses.
Seguiu-se o bombardeio na Serra, quando três aviões, comandados pelo Capitão José Macedo, autorizado pelo Ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, conduzindo bombas, metralhadoras e grande quantidade de munições, metralharam e bombardearam os agrupamentos de camponeses oriundos do Caldeirão... Por terra, atacavam as forças policiais. O Capitão Cordeiro Neto avaliou a chacina em cerca de duzentos mortos, enquanto outras fontes orais afirmam que o número de mortes teria atingido uma cifra bem maior: entre 700 a 1.000 pessoas...
O beato José Lourenço escapou do bombardeio na Serra. Após muitas negociações, conseguiu voltar ao sítio Caldeirão, em 1938. Lá passou mais um ano, trabalhando e reconstruindo o sítio, junto com umas poucas famílias de camponeses (o acordo não permitia mais "ajuntamentos"). No final do ano, quando já reorganizara a produção no sítio, foi novamente expulso pelos salesianos. Na ocasião, o Sr. Júlio Macedo conseguiu junto ao Juiz de Direito do Crato a devolução do dinheiro que fora entregue ao Juizado por ocasião do leilão do que restava dos bens do sítio, após a destruição e saque do mesmo. De posse de pequena quantia, o beato ainda conseguiu adquirir uma pequena propriedade no município de Exu, em Pernambuco. Lá, no sítio que denominou de União, o beato, acompanhado de umas poucas famílias, viveu em paz durante oito anos. Morreu no dia 12 de fevereiro de 1946, vitimado pela peste bubônica...
Seu corpo foi transportado através da Chapada do Araripe, pelos seus fiéis seguidores, até o Juazeiro... O que o beato não sabia era a recepção que o seu corpo teria na Igreja: levado para uma capela onde seria realizada a missa de corpo presente, o padre, na última condenação da Igreja ao beato, negou-se a cumprir o ritual..
___________________
Notas
[1] Henrique Ferreira, entrevista ao autor, 12/07/1983 [2] Jornal "O Povo", Fortaleza-CE,02/03/1935 [3] Idem, Idem
Bibliografia
ALVES, Tarcísio Marcos. A Santa Cruz do deserto. -Ideologia e protesto popular no sertão nordestino: A comunidade camponesa igualitária do Caldeirão. (Dissertação -Mestrado em História-UFPE, 1994.) BARROS, Ten. José Gois de Campos. (1937). A Ordem dos Penitentes. Imprensa Oficial. Fortaleza. CARIRY, Rosemberg. (1982). "O Beato José Lourenço e o Caldeirão de Santa Cruz". In Revista Itaytera. Crato, nº 26, pp. 189-199. CAVA, Ralph Della. (1976). Milagre em Joaseiro. Rio de Janeiro, Paz e Terra. COSTA, Floro Bartholomeu da. (1923). O Padre Cícero do Juazeiro - Depoimento para a História. Rio de Janeiro. Anais da Câmara dos Deputados Federais, v. 07 - Sessão de 13 de setembro de 1923, pp. 711-712. GUEIROS, Optato. (1952). Lampeão: Memória de um oficial ex-comandante de forças volantes. Recife. LEVINE, Robert M. (1980). O Regime de Vargas - Os anos críticos 1934-1938. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, (nota 15). ________________. (1995). O Sertão Prometido - O massacre de Canudos. São Paulo, EDUSP. Jornal "O Povo"- Fortaleza – Ce, 02-02-1935.
Recife, janeiro de 2000.
* Tarcísio Marcos Alves - Mestre em História (UFPE) e doutorando em História (UFPE). Pesquisador sobre religião popular no sertão nordestino e professor da UFPE.

sábado, 25 de outubro de 2014

RASTROS QUIMICOS REVELAÇÕES INEDITAS

RASTROS QUIMICOS AS REVELAÇÕES





PRONTO, TAI AMIGOS DO FACE!
AGORA UMA PESSOA QUE NASCEU EM MEIO A AVIÕES, AVIADORES, MILITARES, em fim, com conhecimento de causa confirmando tudo o que, tanto eu como muitos outros amigos e grupos, estamos a anos pesquisando, registrando e divulgando a respeito dos rastros químicos, esse verdadeiro veneno que estão pulverizando sobre nossas cabeças.
A INTENSÃO NÃO É E NUNCA FOI DE ASSUSTAR NINGUÉM, mas sim de fazer com que as pessoas ¨abram os olhos¨ e descubram por si só que estamos enfrentando uma GUERRA SILENCIOSA, algo que vejo como um dos MAIORES ATENTADOS JÁ COMETIDOS CONTRA A HUMANIDADE.
Se você se preocupa com sua saúde, com a vida e saúde de todos os que VOCÊ AMA, VOCÊ PRECISA SE INFORMAR, VOCÊ PRECISA PESQUISAR, GARANTO QUE IRÁ PERCEBER O QUANTO ANDAS DISTRAÍDO E PASSARÁ, ASSIM COMO EU E MUITOS OUTROS AMIGOS, ¨VIGIAR¨ MAIS NOSSOS CÉUS.
Quando conseguirmos atingir uma massa crítica mínima de pessoas conscientes, no meu modo de entender esse número deve ficar próximo a 1/3 da população, conseguiremos unir forças para derrubar esses gigantes do mal que hoje controlam, dominam e manipulam o mundo e todas as suas formas de vida!!!
Junto a essa postagem e ao link do vídeo de Celso Zymon - Chemtrail - A Neuropsicose Global – vou disponibilizar novamente um vídeo que gravei em 31/07/2014 onde há muitas informações que complementam, ou seja, um vídeo complementa o outro, mas sem dúvida o trabalho de Celso é excelente!
GRATIDÃO A TODOS
ED
Celso Zymon - Chemtrail - A Neuropsicose Global
RASTROS QUÍMICOS – Esclarecendo -Por quê? Quais consequências? Quem está por detrás?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SHEKINÁ DE DEUS? A FARSA

 

Shechiná - termo com pronúncia mais próxima do termo hebraico previna-se da marca - conhecido também como Shekiná em português (outras transliterações possíveis:Shekinah, Shechinah, Shekina, Shechina, Schechinah) designando, no judaísmo, a faceta da revelação divina aos homens, a "Divina Presença", sendo também considerada a face "feminina" e "materna" dela. O vocábulo "shechiná" não aparece na Bíblia Judaica nem no Novo Testamento, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica previna-se da marca (sh-k-n), cujo significado é "habitar", "fazer morada". De acordo com a concepção cabalística e do ramo hassidísmo do judaísmo, a Shechiná é uma energia cósmica poderosíssima em si mesma, que habita no "interior" do Universo e vivifíca-o, sendo a sua "alma" ou "espírito".
A Shechiná, como uma idéia concreta, aparece só na literatura Literatura rabínica, havendo somente "alusões" a esta presença divina, no meio do povo de Israel, naTorá, quando Deus disse ao seu povo previna-se da marca - "e fareis um santuário para Mim, e habitarei no meio deles (dos israelitas)"[1];previna-se da marca - "e habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei-lhes por Deus"[2]; e previna-se da marca - "o Eterno dos exércitos, aquele que habita em Sião"[3].
Esta faceta da divindade, que é a menor de todas as outras revelações, é o meio comunicativo entre o homem e Deus. Ela é "mensurável" de acordo com a posição de cada pessoa e dos seus atos; sendo que, às vezes, ela se revela e, às vezes, se oculta, como os Sábios de Israel disseram, quando se referiam ao Segundo Templo, que não tinha a "pairar da Shechiná (sobre ele)". Já em relação ao Diáspora, os rabinos disseram que, de alguma forma, a Shechiná preservou uma relação com Israel, especialmente quando este passou por períodos difíceis, espalhados entre as nações: "a todo lugar onde para lá foi exilado Israel - a Shechiná foi (também) exilada com ele"[4], sofrendo também com ele nos infortúnios. Rabi Chanina, noTalmude, agrava ainda mais esta concepção, quando diz que "aquele que esbofetea a face de Israel, é como se estivesse esbofeteado a face da Shechiná"[5].
Na Cabala esotérica, Shekinah é a essência do Ain Soph que, emanado, ficou preso ou enroscado em Malkuth, sendo correspondente à Shakti ou Kundalini na tradição esotérica oriental da Yoga. Segundo o livro cabalístico Zohar, a evolução do homem é o processo em que o pólo feminino do Divino(Shekinah), presente potencialmente na criação e no homem (Malkuth), se une ao pólo masculino da Divindade, Kether. Tal reunião é na tradição rosacruz representada pelas Núpcias Alquímicas deChristian Rosenkreutz, e na Bíblia está no livro O Cântico dos Cânticos de Salomão. Segundo a tradição da Cabala, a reunião dos dois pólos da Divindade resulta em umaConsciência Cósmica ou crística, de união do homem e do Divino, resultando no Homem-Deus ou Cristo. Tal estado de consciência é equivalente na Yoga, ao Samadhi, a consciência produto de quando Shakti, o pólo feminino do divino, presente no Chakra da base Muladhara, se une a Shiva, o pólo masculino do divino presente no Chakra Sahasrara, no topo da cabeça, resultando no Avatar, a encarnação humana do Divino, do Cósmico. Na tradição esotérica egípcia, o equivalente é a união entre Ísis e Osíris, resultando em Hórus, o Homem-Deus.
Tal união é, portanto, em todas as tradições esotéricas, a iluminação, a iniciação.
previna-se da marca
O objetivo deste trabalho é esclarecer de forma documentada qual é o real significado dessa palavra SHEKINÁH que tem sido amplamente usada nos meios evangélicos e a quem ele realmente se refere no contexto do idioma hebraico e do misticismo judaico.

Esse esclarecimento é absolutamente urgente e necessário porque uma boa parte dos evangélicos vêem pronunciando o nome “SHEKINÁH” em seus cultos e em suas orações, e, sem que o saibam, quando isso acontece, na verdade, não é a Deus que estão invocando, mas sim a uma “deusa”, uma entidade espiritual que identifica com todas “deusas” pagãs da fertilidade sexual! E como, nos países de língua portuguesa, são pouquíssimas as pessoas que sabem LER EM HEBRAICO, o resultado é que quase ninguém está sabendo disso.

Pare se compreender esta confusão engenhosamente criada em torno dessatradução distorcida da palavra hebraica SHEKINÁH, podemos comparar esta grave situação à de um grupo hipotético de cristãos que por falta de conhecimento começaram a invocar a Deus pronunciando a “Maria”. Se alguém nos dissesse que pronunciar a palavra “Maria” estaríamos invocando ao Deus vivo e verdadeiro, para nós que compreendemos o idioma português, isso pareceria, no mínimo, ridículo. No entanto, para a maioria da população cristã não sabe ler ou falar em hebraico e por isso esta distinção se torna extremamente difícil.

Apesar de estarem sendo instigadas a clamar a Deus através desse nome, o fato é que quase ninguém sabe o significado real do vocábulo hebraico SHEKINÁH e, muito menos qual é o sentido que o mesmo assume no âmbito do judaísmo.

Por isso, em seus cultos, quando alguns evangélicos elevam suas vozes clamando pelo derramamento dessa “Shekiná” sobre si mesmos e sobre todo o povo, estão pronunciando uma palavra cujo significado e totalmente diferente do que lhes foi ensinado. Este nome que estão se acostumando a invocar na verdade é apalavra hebraica que identifica UMA “DEUSA” SUMERIANA DA FERTILIDADE SEXUAL chamada INANA. E, na lingua dos antigos sumérios, o vocábulo INANAsignifica RAINHA DO CÉU, a mesma “deusa” que os egípcios adoram sob o nome deISIS, a “grande mãe”, e que depois foi adorada pelos babilônios como ISHTAR, a“deusa” da prostituição, que se chama ISHTAR que os fenícios da cidade de Sidon adoravam sob o nome de ASTAROTE, a “deusa” da fertilidade sexual dos fenícios chama, mencionada na bíblia como “a abominação dos sidônios”:
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Assim como se observa no texto citado da enciclopédia digital Wikipédia, a BÍBLIA DE ESTUDOS PENTECOSTAL também declara, em suas notas doutrinárias de rodapé que nenhum dos autores bíblicos jamais usou a palavra “SHEKINÁH” para designar o que quer que seja, nos seus textos originais em hebraico. Ela também afirma que o vocábulo “SHEKINÁH” é uma palavra relativamente nova criada pelos RABINOS e não pelas pessoas que escreveram a Bíblia!
Ela não se encontra em parte algumas dos textos originais em hebraico do Antigo Testamento e os rabinos introduziram-na no judaísmo quando as Escrituras Sagradas já haviam sido concluídas há muito tempo.

Na verdade o vocábulo “SHEKINÁH” se consiste uma palavra nova que foi criada pelos rabinos e introduzida muito tardiamente no judaísmo com um dos muitos nomes da famigerada demônia do misticismo judaico conhecida como LILITH.
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As referências doutrinárias da Bíblia de Estudos Pentecostal também reconhecem que o termo SHEKINÁH é um das palavras hebraicas que o judaísmo usa para designar a “deusa” mesopotâmica “LILITH-INANA”.

A ignorância a respeito do significado real desse nome e não inocenta aqueles que fizerem uso dele sem saber o que ele realmente significa, porque está escrito:

“O MEU POVO FOI DESTRUÍDO PORQUE LHE FALTOU CONHECIMENTO.” (Oséias 4: 6).

Se o Novo Testamento afirma que todo joelho se dobra diante de Jesus Cristo porque Deus ter lhe dado UM NOME “QUE ESTÁ ACIMA DE TODO NOME”, isso evidencia que, no mundo espiritual, NOMES têm importância fundamental e que sua invocação e sua pronúncia têm repercussões muito significativas nas regiões celestiais e na vida das pessoas. Por exemplo, um indivíduo que tenha sido vitima de uma possessão demoníaca somente poderá ser liberto ordenando que o demônio saia dela EM NOME DE JESUS CRISTO. Isso significa que o mesmo perante a pronúncia específica do NOME de Jesus Cristo de Nazaré é que serão liberados o poder e a autoridade que colocarão o referido espírito em sujeição e libertarão a pessoa do seu mal. Diante disso, podemos concluir que é necessário extremo cuidado quando se escolhe o nome pelo qual se vai invocar, adorar ou louvar a Deus, porque será a PRONÚNCIA DO NOME DAQUELE A QUEM ESTÁ SENDO DIRIGIDO A INVOCAÇÃO O LOUVOR E A ADORAÇÃO QUE DETERMINARÁ QUEM É QUE ESTÁ SENDO ADORADO, LOUVADO OU INVOCADO: Se alguém tentar invocar a Deus, mas, por ignorância, tentar fazê-lo usando o nome de um demônio, é evidente que, se for atendido, será por este espírito maligno e não por Deus. São leis bem específicas do mundo espiritual às quais todo o universo encontra-se sujeito e que se encontram claramente explicadas nas Escrituras porque é necessário que sejam observadas pelos que se propõe a servir a Deus.

Reafirmar algo tão óbvio tornou-se necessário porque estamos vivendo em um tempo extremamente marcado pelo ENGANO e pelos falsos ensinos que estão sendo ministrados por muitos falsos profetas. Jesus disse que no fim dos tempos: “Haverá falsos cristos e FALSOS PROFETAS QUE ENGANARÃO A MUITOS”.Não se deixe enganar. Quando você for usar algum nome para invocar, louvar ou adorar a Deus é imprescindível que você SAIBA muito bem o SIGNIFICADO desse nome e tenha certeza absoluta do que ele quer dizer.

É claro que fica muito mais fácil ter essa certeza se o referido nome estiver sendo dito em própria língua, isto é, em português. Mas quando se trata de um nomehebraico, que é um idioma complexo e de difícil tradução, evidentemente ficará muito mais difícil de evitar que alguém possa enganá-lo. Lembre-se: Jesus não disse que haveriam alguns falsos profetas, mas sim MUITOS, e também não disse que seriam poucos os que seriam enganados por eles, mas que seriam MUITOS. Portanto, todo cuidado é pouco. Neste solo enganoso, certamente será muito melhor EVITAR O USO DE PALAVRAS HEBRAICAS e restringir-se, apenas à nossa própria língua. Trata-se, não apenas de um problema de identidade religiosa, mas, até mesmo, de uma questão de soberania nacional.
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Toda a documentação que estamos apresentando comprova que o vocábulo“SHEKINÁ” é o nome que o idioma hebraico usa ao referir-se a uma “deusa” da fertilidade do misticismo judaico, e que, portanto é o nome de um DEMÔNIO. Por isso todo aquele que tentar invocar, louvar ou adorar a Deus usando a palavra hebraica “SHEKINÁ”, não estará, verdadeiramente, invocando, louvando ou adorando a Deus, mas sim a um DEMÔNIO CABALÍSTICO.

É indispensável que você esteja absolutamente certo sobre QUEM é você que você está adorando, louvando ou invocando e isso é feito somente mediante a pronúncia exata de um determinado NOME. Conforme o nome que está sendo invocado, pode ser que o próprio demônio possa estar sendo convidado para entrar pela porta da sua igreja ou da sua casa. São leis que regem o mundo espiritual, queiramos ou não. Por isso é absolutamente necessário ter CERTEZA TOTAL a respeito do significado das palavras que se usa nessas ocasiões. O próprio Jesus nos avisou sobre isso dizendo:

“PELAS TUAS PALAVRAS SERÁS JUSTIFICADO E, PELAS TUAS PALAVRAS SERÁS CONDENADO.” (Mateus 12:37)
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“... aquilo que muitas pessoas supostamente bem informadas pensam que sabem sobre o JUDAÍSMO pode muito bem ser ENGANADOR, a não ser que consigam ler Hebraico... outra concepção errada sobre JUDAÍSMO que é particularmente comum entre os cristãos, ou pessoas fortemente influenciadas pela tradição e cultura cristãs É A IDÉIA ENGANADORA DE QUE O JUDAÍSMO “É UMA RELIGIÃO BÍBLICA”; que o Antigo Testamento tem no JUDAÍSMO o mesmo lugar central e a mesma autoridade legal que a Bíblia tem para o cristianismo protestante e mesmo para o católico. Mais uma vez isso está ligado à questão da interpretação... Aqui a interpretação está fixada rigidamente – mas PELO TALMUDE em vez da própria Bíblia1. Muitos, talvez quase todos, os versos bíblicos que prescrevem atos e obrigações religiosos são “entendidos” pelo JUDAÍSMO CLÁSSICO, e pelaORTODOXIA dos nossos dias, num sentido TOTALMENTE DISTINTO, OU MESMO CONTRÁRIO, do significado literal como entendido pelos cristãos e outros leitores do Antigo Testamento, que só vêem o texto simples... DEVE SER NOTADO QUE AS MUDANÇAS NO SIGNIFICADO NÃO SEGUEM O MESMO SENTIDO DO PONTO DE VISTA DA ÉTICA... quando os JUDEUS ORTODOXOS de hoje lêem a Bíblia, estão a ler um livro muito diferente, com um significado totalmente diferente, da Bíblia como é lida por não judeus ou por judeus não-ortodoxos... De fato, quanto mais uma pessoa lê a Bíblia, MENOS ele ou ela sabe sobre o JUDAÍSMO ORTODOXO. Pois o último encara o Antigo Testamento como um texto de formulas sagradas imutáveis, cuja recitação é um ato de grande mérito, MAS CUJO SIGNIFICADO É DETERMINADO TOTALMENTE EM OUTRO LADO... Deve ser claramente compreendido que a FONTE DA AUTORIDADE para as práticas do JUDAÍSMO CLÁSSICO (e do ORTODOXO em nossos dias) a base determinante da sua estrutura legal é o TALMUDE, ou para ser mais exato, o chamado TALMUDE BABILÔNICO2 ...” [ênfase acrescentada] (Israel Shahak, HISTÓRIA JUDAICA RELIGIÃO JUDAICA – O peso de três mil anos, Hugin Editores Ltda, 1994, Lisboa, págs. 53 a 56)
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... ATUALMENTE, NA ORTODOXIA JUDAICA, EM PARTICULAR ENTRE OS RABINOS, A INFLUÊNCIA DA CABALA PERMANECEU PREDOMINANTE... o conhecimento e a compreensão dessas idéias são importantes por duas razões. Primeiro, sem elas não podemos compreender as verdadeiras crenças do JUDAÍSMO... Em segundo lugar, ESSAS IDEAIS DESEMPENHAM UM PAPEL POLÍTICO CONTEMPORÂNEO IMPORTANTE, dado fazerem parte de um SISTEMA EXPLÍCITO DE CRENÇAS de muitos políticos religiosos... e têm uma influência indireta em muitos DIRIGENTES SIONISTAS de todos os países, incluindo a esquerda sionista. Segundo a CABALA, o universo NÃO É GOVERNADO POR UM ÚNICO DEUS, mas por várias divindades, de caracteres e influência vários, que emanam de uma nebulosa e distante Primeira Causa, emanaram ou nasceram primeiro, de um deus macho chamado “Sabedoria” ou “Pai”, e depois, uma DEUSA FÊMEA chamada “Conhecimento” ou “MÃE”. Do casamento desses dois, nasceu um casal de deusesmais jovens. O Filho, também chamado por muitos outros nomes tais como “Cara Pequena”ou “O Santo Abençoado”; e a FILHA, também chamada “SENHORA” (ou“Matronita”, uma palavra derivada do latim), “SHEKHINAH”, “RAINHA”, etc. Estes dois jovens deuses deveriam ter se unido, mas a união foi evitada pelas maquinações de Satanás, que neste sistema é um personagem muito importante e independente. A criação foi levada pela Primeira Causa de forma a permitir a sua união, mas por causa da Queda tornaram-se mais desunidos que nunca, e na verdade Satanás conseguiu aproximar-se bastante da FILHA DIVINA e violentou-a (aparentemente ou de fato – as opiniões diferem sobre o assunto). A criação do povo judaico foi levada a cabo de forma a emendar a quebra provocada por Adão e Eva, e no Monte Sinai isto foi conseguido por um momento: o deus macho Filho, encarnado em Moisés, foi unido com a DEUSA SHEKHINAH. Infelizmente, o pecado do Bezerro de Ouro voltou a provocar a desunião do deus superior; mas o arrependimento do povo judaico reparou as coisas até certo ponto. De igual modo, acredita-se que cada incidente da história bíblica judaica está ligado à união ou à desunião do par divino. A conquista da Palestina aos Cananeus e a construção do primeiro e do segundo Templos foram particularmente propícias para sua união, enquanto que a destruição dos Templos e o exílio dos judeus da Terra Santa são meramente sinais exteriores não só da desunião divina, mas também de uma verdadeira “PROSTITUIÇÃO” junto aos deuses estrangeiros. A FILHA3 cai profundamente no poder de Satanás, enquanto que o Filho leva para a cama várias personagens satânicas, em vez da sua própria mulher.

O dever dos judeus piedosos é restaurar pelas suas orações e atos religiosos a perfeita unidade divina, sob a forma de UNIÃO SEXUAL, entre as divindades macho e fêmea4 . Assim, antes de muitos atos rituais, que cada judeu piedoso deve executar várias vezes por dia, é recitada A FORMULA CABALÍSTICA seguinte: “Por intenção do congresso [sexual]5 de O Santo Abençoado e a sua SHEKHINAH...” As orações matinais judaicas são também organizadas de forma a promoverem suaUNIÃO SEXUAL, mesmo que só temporariamente. Partes sucessivas da oração correspondem misticamente aos estados sucessivos da união: em certa altura a deusa aproxima-se com as suas aias, noutra o deus põe-lhe o braço em torno do pescoço e acaricia lhe o seio, e finalmente acredita-se que o ATO SEXUAL tenha lugar. Outras orações e atos religiosos, como interpretados pelos CABALISTAS, destinam-se enganar vários anjos (imaginados como divindades menores com um certo grau de independência) ou para aplacar Satanás ... tomemos outro exemplo: tanto antes como depois de uma refeição, o judeu piedoso lava ritualmente as mãos, pronunciando uma benção especial. Numa dessas duas ocasiões está a adorar a Deus, ao promover a união divina do Filho e da FILHA, mas na outra está a adorar a Satanás, que gosta tanto de orações judaicas e atos rituais que, quando lhe são oferecidos alguns, conserva-se ocupado e não incomoda a Filha divina. Na verdade,OS CABALISTAS ACREDITAM QUE ALGUNS SACRIFÍCIOS QUEIMADOS NO TEMPLO ERAM DESTINADOS A SATANÁS. Por exemplo, os setenta novilhos sacrificados durante os sete dias da festa dos Tabernáculos, eram supostamente oferecidos a Satanás na sua capacidade de governante de todos os gentios, de forma a conservá-lo demasiado ocupado para interferir no oitavo dia, quando era feito o sacrifício a Deus. Podem ser dados muitos outros exemplos do mesmo tipo. Devem ser estabelecidos alguns pontos a respeito deste SISTEMA e a sua importância devida no JUDAÍSMO...Em primeiro lugar, SEJA O QUE FOR QUE DISSERMOS SOBRE ESTE SISTEMA CABALÍSTICO, NÃO PODE SER ENCARADO COMO MONOTEÍSTA... Em segundo lugar, a verdadeira natureza do JUDAÍSMO CLÁSSICO é ilustrada pela facilidade com que este sistema foi adotado. A fé e as crenças desempenham um papel extremamente pequeno no JUDAÍSMO CLÁSSICO. O QUE É DE IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL É O ATO RITUAL, em vez do significado que o ato deveria ter ou a crença ligada a ele. ... podíamos ver alguns judeus praticar um ato religioso, acreditando ser um ato de adoração a Deus , enquanto outros faziam exatamente a mesma coisa com a intenção de aplacar a Satanás... talvez a fórmula judaica mais sagrada, “Ouve ò Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é só um”, recitada várias vezes por dia por todos os judeus piedosos... pode significar que foi atingido um certo estado na UNIÃO DAS DIVINDADES MACHO E FÊMEA, ou que está a ser promovida pela recitação desta fórmula.” [ênfase acrescentada] (Israel Shahak, HISTÓRIA JUDAICA RELIGIÃO JUDAICA – O peso de três mil anos, Hugin Editores Ltda, 1994, Lisboa, pág. 49 a 52)

O adorador da deusa, SALOMÃO, havia convidado de Tiro, um centro de adoração pagã, o mestre construtor HIRAM ABIFF... Como Hiram fora o projetista de templos pagãos, parece provável que tenha incorporado elementos do paganismo na arquitetura do TEMPLO DE SALOMÃO. De fato... A entrada principal do templo era... flanqueada por dois pilares historicamente conhecidos como Jaquim e Boaz. Eles formam a estrutura do pátio externo6 ou pórtico do templo , onde – conforme a lenda – os PEDREIROS7 construtores do edifício se reuniam. Tem sido afirmado que esses DOIS PILARES foram posicionados de modo a imitar os OBELISCOSconstruídos nas entradas dos templos egípcios... Esses pilares, por alguma razão desconhecida chamados de AGULHAS DE CLEÓPATRA, podem ser atualmente encontrados às margens do rio Tamisa, em Londres, e no Central Park, em Nova York. Os símbolos na base do OBELISCO americano foram identificados como SINAIS MAÇÔNICOS... Os dois pilares centrais do TEMPLO DE SALOMÃO também guardam semelhanças com os símbolos da fertilidade cananeus tradicionais. Os templos dedicados à deusa em Tiro teriam – ao que se diz – pilares de pedra comformato fálico8 em suas entradas. Esses PILARES eram o foco dos RITOS DE FERTILIDADE realizados em honra a ASTARTE em suas festas especiais... Os cabalistas os têm identificado como símbolos dos princípios masculino e feminino...Além disso, ocultistas maçons concordam que esses dois pilares representam as energias masculina e feminina...a sua posição em ambos os lados da entrada do templo dedicado à deusa, indica que essa passagem pode representar os LÁBIOS FEMININOS. Na crença religiosa antiga, os templos da deusa – querASTARTE, ISHTAR ou ÍSIS – eram projetados como SÍMBOLOS DO SEU CORPO, o que se refletia na sua arquitetura...” (A CONSPIRAÇÃO OCULTISTA, Michael Howard, 1994, Editora Campus, págs. 12 a 14)
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“... assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão... porque me deixaram, e se encurvaram a ASTAROTE, deusa dos sidônios... e não andaram pelos meus caminhos, para fazerem o que parece reto aos meus olhos, a saber os meus estatutos e os meus juízos...” (I Reis 11: 31 e 33)

“... á luz da situação religiosa no reinado de SALOMÃO, alguns fatos interessantes vêem à tona, descortinando-nos O SIMBOLISMO PAGÃO OCULTO DA FRANCO-MAÇONARIA. Primeiro, na época em que Salomão ocupava o trono de Israel, Tiro era conhecida como um centro de adoração da DEUSA. ...Salomão tinha extensa correspondência com o rei pagão de Tiro, tendo-lhe solicitado que lhe enviasse o seu mestre construtor – que devia estar ocupado na construção de TEMPLOS DEDICADOS À VENERAÇÃO DA GRANDE DEUSA – para ajudá-lo ... O conflito acarretado ainda pode ser detectado no JUDAÍSMO ORTODOXO, onde o Supremo Criador é representado como NEM MASCULINO NEM FEMININO. ... O antigo conceito de uma deidade ANDRÓGINA9 somente sobreviveu nos ENSINAMENTOS SECRETOS DO SISTEMA MÍSTICO RELIGIOSO CONHECIDO COMO CABALA, A DOUTRINA ESOTÉRICA DA RELIGIÃO JUDAICA, NA IMAGEM FEMININA DA SHEKINÁ OU NOIVA DE DEUS. Nas sinagogas judaicas a SHEKINÁ é acolhida no por do sol de SEXTA FEIRA, nas preces celebrantes do início do Sabá. Nessas preces a SHEKINÁ é acolhida como a NOIVA DE DEUS e, segundo os ENSINAMENTOS CABALISTAS, a criação só pode se manifestar através dela. Essa idéia é reforçada pela crença popular de que a SHEKINÁ SE MATERIALIZA, de forma invisível, sobre o leito da noite de núpcias, sugerindo resquícios dos antigos RITOS DE FERTILIDADE realizados em honra à deusa. Antigas memórias de ADORAÇÃO À DEUSA também sobreviveram noMITO JUDAICO DA DEMÔNIA LILITH, inspiradora de desejos sexuais masculinos através de sonhos eróticos. Segundo ENSINAMENTOS CABALÍSTICOS, LILITH foi a primeira esposa de Adão, antes de Eva, ensinando-lhe as artes do encantamento mágico. ... LILITH não era originalmente uma figura demoníaca, podendo ser identificada com a deusa sumeriana SENHORA DAS BESTAS, representada sob a forma de uma CORUJA. LILITH simboliza o aspecto escuro da grande deusa da ANTIGA RELIGIÃO PAGÃ, em seu aspecto de mulher fatal e sedutora...Inicialmente, a adoração das deidades da fertilidade de Canaã era parte integrante da RELIGIÃO JUDAICA. A deusa Aserá, o seu consorte El e o seu filho BAAL – significando senhor – eram bastante venerados. Efígies da deusa foram erigidas EM TODO O ISRAEL, conforme descrito nos livros do Antigo Testamento, Reis, Crônicas, Juízes, Deuteronômio, Êxodo e Miquéias... COMO SALOMÃO FIGURA NESTA TRADIÇÃO DE ADORAÇÃO DA DEUSA? ... o rei hebreu adquiriu uma reputação infamante de mestre em MAGIA, capaz de invocar os espíritos elementais, e diversos manuais de magia exibiam seu nome no título (por exemplo, A CLAVÍCULA DE SALOMÃO) ou a autoria destes lhe era creditada. De um modo geral ele era visto como um poderoso mago... e, atualmente, alguns cristãos de fé renovada o denunciam como um ADORADOR DO DIABO que afastou os israelitas do verdadeiro Deus... Salomão também é visto por alguns estudiosos como um adorador secreto da deusa. A CONVERSÃO DE SALOMÃO AO PAGANISMO E SEU CULTO A DEUSES ESTRANHOS SÃO ATRIBUÍDOS A SEUS CASAMENTOS COM PRINCESAS ESTRANGEIRAS, que introduziram costumes religiosos na corte. (I Reis 11: 1 a 8)...O Antigo Testamento narra que SALOMÃO “SACRIFICAVA E QUEIMAVA INCENSO NOS LUGARES ALTOS.” (I Reis 3:3), que eram os locais dos santuários dedicados à adoração da grande deusa. OS INDÍCIOS EXISTENTES MOSTRAM QUE, DURANTE 200 DOS 370 ANOS DA HISTÓRIA DO TEMPLO DE JERUSALÉM ORIGINAL, ELE SERVIU, TOTAL OU PARCIALMENTE, PARA A VENERAÇÃO DA DEUSA... O culto da deusa reforçou-se ainda mais com a chegada, em Israel, da princesa JEZABEL, a “GRANDE MERETRIZ” original, filha do rei de SIDON e sacerdotisa da fé pagã10 . A sua imagem promíscua desavergonhada advém, evidentemente, da SEXUALIDADE EXPLÍCITA DOS RITOS REALIZADOS POR JEZABEL PARA A DEUSA...” (A CONSPIRAÇÃO OCULTISTA, Michael Howard, 1994, Editora Campus, págs. 8 a 11)

A “deusa” é conhecida por muitos nomes em cada um dos países em que ela foi adorada na antiguidade, e até hoje ela mesma, é conhecida por vários nomes apesar de se tratar da mesma entidade espiritual.

Tanto a “deusa” ÍSIS, do Egito, como sua correspondente, a “deusa” INANA da suméria, são deidades tão sombrias que se identificam com uma ave noturna: A CORUJA.

Este “lado negro” da “deusa” INANA fez com que também fosse chamada de “A CRIATURA DA NOITE” uma expressão que no idioma hebraico significa LILITH, ficando, por isso conhecida no misticismo hebraico pelo nome de LILITH, a “deusa” da prostituição e fertilidade sexual do judaísmo, que também é uma“deusa-coruja” e que, mais tarde, teve seu nome mudado pelos rabinos para“SHEKINÁH”.

LILITH é retratada nos seus ídolos e imagens ao lado de duas corujas e com a aparência de uma bela mulher, que se apresentava totalmente nua, mas que também tinha asas e os pés e as asas de uma coruja.

Em outras palavras, os sumerianos, os egípcios e também os hebreus, adoravam esta mesma “deusa”, que era chamada de “RAINHA DO CÉU”, mas o faziam sob os três diferentes nomes de INANA, ÍSIS e LILITH, a qual, posteriormente, passou a ser chamada pelos rabinos de SHEKINÁH11 .

Como a maçonaria segue a doutrina cabalística e a “deusa” SHEKINÁ é a “divina mãe” do judaísmo cabalístico, de onde se origina toda a CABALA e sua doutrina mística, é evidente que a demônia LILITH também é adorada nas lojas maçônicassob o nome de SHEKINÁH. Existem muitas lojas dos Estados Unidos que, em homenagem à “Grande Rainha do Céu”, foram fundadas com este nome conforme mostraremos a seguir:

“Uma CONSPIRAÇÃO se achou entre os homens de Judá, entre os habitantes de Jerusalém... Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei o mal sobre eles, de que não poderão escapar... Porque segundo o número das tuas cidades são os teus deuses, ó Judá! E segundo o número das ruas de Jerusalém LEVANTASTES ALTARES À IMPUDÊNCIA...” (Jeremias 11: 13)

Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam farinha, para fazerem bolos à deusa chamada RAINHA DOS CÉUS e oferecem libações a outros deuses para me provocarem à ira. Acaso é a mim que eles provocam à ira? Diz o senhor, e não a si mesmos, PARA A CONFUSÃO DOS SEUS ROSTOS? PORTANTO ASSIM DIZ O SENHOR: EIS QUE A MINHA IRA E O MEU FUROR SERÃO DERRAMADOS SOBRE ESTE LUGAR, SOBRE OS HOMENS E SOBRE OS ANIMAIS, E SOBRE AS ÁRVORES DO CAMPO, E SOBRE OS FRUTOS DA TERRA; E ACENDER-SE-Á E NÃO SE APAGARÁ.” (JEREMIAS 7: 17 A 20)

“Agora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Porque fazeis tão grande mal contra vossas almas, para vos desarraigardes, ao homem e à mulher, à criança e ao que mama, do meio de Judá, a fim de não deixardes remanescente algum; irando-me com as obras de vossas mãos, queimando incenso a deuses estrangeiros na terra do Egito, aonde vós entrastes para lá habitar; para que a vós mesmos vos desarraigueis, E PARA QUE SIRVAIS DE MALDIÇÃO E DE OPRÓBRIO ENTRE TODAS AS NAÇÕES DA TERRA? Esquecestes já as maldades de vossos pais, e as maldades dos reis de Judá, e as maldades das suas mulheres, e as vossas maldades e as maldades das vossas mulheres, que cometeram na terra de Judá, e nas ruas de Jerusalém? Não se humilharam até o dia de hoje, nem temeram, nem andaram na minha lei, nem nos meus estatutos, que pus diante de vós e dos vossos pais. Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu ponho o meu rosto contra vós para o mal e para vos desarraigar todo o Judá.”(Jeremias, 44: 7 a 11)

“Então responderam a Jeremias todos os homens QUE SABIAM QUE AS SUAS MULHERES QUEIMAVAM INCENSO A DEUSES ESTRANHOS, E TODAS AS MULHERES QUE ESTAVAM PRESENTES EM GRANDE MULTIDÃO, como também o povo que havia na terra do Egito, em Patros, dizendo: Quanto à palavra que anunciastes em nome do Senhor, não obedeceremos a ti; mas certamente cumpriremos toda palavra que saiu da nossa boca, QUEIMANDO INCENSO À RAINHA DOS CÉUS, E OFERECENDO-LHE LIBAÇÕES, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes temos feito, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão, e andávamos alegres e não víamos mal algum. Mas desde que cessamos de queimar incenso à RAINHA DOS CÉUS, e de oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome. E quando nós queimávamos incenso à RAINHA DOS CÉUS, e lhe oferecíamos libações, acaso lhe fizemos bolos, PARA A ADORAR, E OFERECEMOS LIBAÇÕES SEM NOSSOS MARIDOS?” (Jeremias 44: 15 a 19)

“Então disse Jeremias a todo o povo, aos homens e às mulheres, e a todo o povo que lhe havia dado esta resposta, dizendo:... Assim diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel, dizendo: Vós e vossas mulheres não somente falastes por vossa boca, senão também o cumpristes por vossas mãos dizendo: CERTAMENTE CUMPRIREMOS NOSSOS VOTOS QUE FIZEMOS DE QUEIMAR INCENSO À RAINHA DOS CÉUS E DE OFERECER LIBAÇÕES; confirmai, pois vossos votos e perfeitamente cumpri-os. Portanto ouvi a palavra do Senhor:... serão consumidos todos os homens de Judá, que estão na terra do EGITO, pela espada e pela fome, até que todos se acabem.” (Jeremias 44: 20 e 25 a 27)

“ASSIM DIZ O SENHOR... VEM O FIM, O FIM VEM SOBRE OS QUATRO CANTOS DA TERRA.” (EZEQUIEL 7: 2)

“DE TODO SERÁ QUEBRANTADA A TERRA, DE TODO SE ROMPERÁ E SE MOVIMENTARÁ. DE TODO VACILARÁ A TERRA, COMO O ÉBRIO...” (ISAÍAS 24: 19 E 20)

“... os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu.” (Jeremias 10: 11)

“... passarei pela TERRA DO EGITO... e sobre todos os DEUSES DO EGITO farei juízos...” (Êxodo 12: 12)

“... e lançarei fogo às casas dos deuses do EGITO...” (Jeremias 43: 12)

“... OS CÉUS PASSARÃO COM GRANDE ESTRONDO, E OS ELEMENTOS ABRASADOS SE DESFARÃO, E A TERRA E AS OBRAS QUE NELA HÁ SE QUEIMARÃO...” (II Pedro 3: 10)

“... A MÃO DO SENHOR SERÁ NOTÓRIA AOS SEUS SERVOS, e ele se indignará contra os seus inimigos. PORQUE EIS QUE O SENHOR VIRÁ EM FOGO; E OS SEUS CARROS, COMO UM TORVELINHO, PARA TORNAR A SUA IRA EM FUROR E A SUA REPREENSÃO, EM CHAMAS DE FOGO. PORQUE, COM FOGO E COM A SUA ESPADA, ENTRARÁ O SENHOR EM JUÍZO COM TODA A CARNE; E OS MORTOS DO SENHOR SERÃO MULTIPLICADOS.” (Isaías 66: 14 a 17)

MAÇONARIA - E SUAS CO-IRMÃS AS SOCIEDADES SECRETAS